O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 28/10/2019

Na obra infantil “Diário de um banana”, de Jeff Kinney, a personagem principal, Greg, e seu melhor amigo são retratados como dois pré-adolescentes que buscam a popularidade em sua escola a fim de não sofrerem mais Bullying. Não distante da ficção, diariamente, muitos jovens são vítimas de violências verbal e física em diversos ambientes, fazendo-se necessária, dessa forma, uma análise e intervenção da situação.

Em primeiro plano, questiona-se a origem dos motivos que levam o indivíduo a praticar o Bullying. Segundo o filósofo John Locke, o ser humano é como uma “tábula rasa” que é preenchida por influências e experiências. Desse modo, pressupõe-se que o jovem, ao adotar essa prática, teve influências de desentendimentos familiares ou, até mesmo, problemas psicológicos.

Outrossim, o Cyberbullying também é comum, especialmente entre os jovens, visto que, há uma vantagem dessa em relação à primeira: o anonimato. Paralelo a isso, o sociólogo Zygmunt Bauman, em seus estudos sobre Modernidade Líquida, destacou a tecnologia como mola propulsora de relações efêmeras e a falta de diálogo entre a sociedade, perpetuando novas formas de agressão.

Evidencia-se, portanto, que o Bullying é um problema social que afeta diversos setores da vida de um indivíduo. Logo, é essencial que instituições educacionais intervenham por meio de palestras socioeducativas acerca dos malefícios dessa agressão, além de construir oficinas artísticas com o objetivo de unir contrários por meio da Educação Estética, definida por Johan Schiller, como uma forma de desenvolver a ética. Por fim, na esfera virtual, é indubitável que haja o controle parental do uso de redes sociais, com o intuito de promover a boa relação social, evitando a sua tenuidade explicada por Bauman.