O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 28/10/2019

No livro “Extraordinário” é relatado o cotidiano de August, protagonista, que sofre de uma doença rara, caracterizada por deformidades faciais, essas o tornam alvo de piadas, reações desconfortáveis e bullying na escola. Fora da ficção, o bullying, frequente no hodierno brasileiro, desencadeia na introspecção das vítimas. Desse modo, não só as características físicas causam os preconceitos, mas também à ausência de medidas efetivas para combater perpetuam esse entrave.

Em primeira instância, na popular revista em quadrinhos brasileira, “Turma da Mônica”, é retratado o bullying entre Mônica e Cebolinha, personagens principais, devido aos aspectos físicos. Nessa perspectiva, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 16% dos jovens citaram a aparência, preocupantemente, como principal motivador das chacotas, haja vista que grande parte dos adolescentes não se encontram dentro dos estereótipos impostos pela sociedade. Verifica-se, assim, que a depressão entre eles têm expandido-se, exponencialmente, proporcionando a introspecção.

De maneira análoga, à falta de ações efetivas para aniquilar a questão auxilia na permanência dessa. Conforme o filósofo Aristóteles “A política serve para garantir a felicidade dos cidadãos”, todavia essa encontra-se estática, frente às causas e às consequências do bullying. Contrapondo-se ao ideário do pós-socrático, o Governo, juntamente com o Legislativo, apesar de ter desenvolvido leis de combate a esse, essas funcionaram apenas de maneira paliativa, não solucionando a raiz do problema.

Torna-se visível, portanto, que a problemática necessita de medidas enérgicas para combater o bullying. Dessa forma, cabe ao Governo, juntamente com o MEC (Ministério da Educação), investir em psicólogos nas instituições de ensino, a fim de tratar os estudantes que sofrem e praticam o bullying, e criar os tutores, professores que serão responsáveis por uma certa quantidade de alunos, para criarem uma ponte efetiva entre escola e família, com objetivo de ficarem atentos aos sintomas do preconceito e agirem no início do problema, evitando o desenvolvimento da depressão. Tais medidas visam combater o impasse de forma precisa e evitar que mais Augusts e Mônicas sofram com o bullying devido às suas aparências.