O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 01/11/2019
Desde há muito tempo, o constrangimento a alguém e a sua marginalização, ações que estão atualmente contidas no conceito de bullying, ocorre no Brasil. Os índios, os negros, os obesos já foram preteridos por suas características culturais ou físicas. Entretanto, nas últimas duas décadas, com o advento da Era da Informação, a prática de injuriar outros indivíduos, bem como causá-los mau-estar, mediante interações insalubres e comentários negativos e maldosos, está presente mais intensamente. Isso ocorre tanto nos espaços geográficos locais quanto no ciberespaço, acarretando consequências negativas para toda a sociedade.
Acerca dessas mudanças, o pensador contemporâneo J. Bosmans afirma que a globalização encurtou as distâncias métricas, aumentando muito mais as distâncias afetivas. De fato, com a maior facilidade nas relações sociais, proporcionada mormente pelas tecnologias informacionais como a internet, essas interações ficam, de certo, mais desvalorizadas, mais vulneráveis a grosserias de toda sorte. Soma-se a isto, o fato de que, amíude, agressões nas redes sociais, por exemplo, se concretizam de maneira que a vítima não sabe de onde partiu a ofensa. Assim, o ambiente virtual torna-se um meio de convivência perigoso entre as pessoas.
Além disso, uma face perversa dessa problemática, é a falta de respeito e tolerância entre os alunos das escolas. O bullying nesses ambientes, frequentados por crianças e adolescentes, podem desequilibrar a psique desses indivíduos, por serem ainda imaturos, de modo a desencadear situações absurdas, como a violência física por parte da vítima ou, até mesmo, o suicídio. Contudo, políticas de incentivo ao respeito a todos, como a realização de determinadas palestras em escolas, são capazes de não só evitar atitudes ruins, mas também de promover a cooperação entre os educandos e o seu desenvolvimento.
Diante desse quadro, conclui-se que medidas precisam ser tomadas para a dissolução dessa conjuntura. Cabe ao governo federal, instância máxima do Poder Executivo, outorgar lei que garanta a presença de ao menos um conselheiro tutelar em cada escola, e os instruam quanto ao procedimentos padrões mediante denúncias de desrespeitos graves, de forma a desestimular a prática de bullying e instaurar a harmonia máxima entre os colegas de estudo. Ademais, para que o ambiente virtual torne-se mais seguro, faz-se mister que o Poder Legislativo debata, crie e aperfeiçoe mecanismos de identificação dos passos digitais de cada internauta brasileiro. Enfim, para todos os casos de desrespeito é válida a observância da clássica frase de H. Spencer: “a liberdade de cada um termina onde começa liberdade do outro.”.