O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 02/11/2019

De acordo com Rubens Alves ‘‘as escolas podem ser comparadas a asas ou a gaiolas, haja vista que proporcionam voos ou perpetuam condições de exclusão’’. No entanto, no que se observa na sociedade hodierna é a manutenção das consequências negativas, apontadas pelo autor da frase. Nesse sentido, no Brasil, os fenômenos supracitados tem como precursor, ora a negligência do poder público, ora omissão das instituições como: família e escola. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

Em primeiro plano, urge analisar a ausência de políticas públicas para combater o Bullying nas escolas. Segundo Aristóteles, a política tem a função de preservar o bem-estar das pessoas na sociedade. Essa visão, embora concreta, não se sobrepõe no contexto atual, já que, frequentemente, as ações governamentais são inadvertidas, no que concerne projetos eficientes para coibir a violência, na medida em que evidenciam inconsistências por parte do Estado. Estas variações são observadas, principalmente, nas políticas de segregação social, avaliações ultrapassadas e a tentativa de unificação cultural, as quais perpetuam a persistência do Bullying institucional. Verifica-se, então, a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, outro fator a salientar é a importância dos familiares e das escolas como agentes transformadores. Consoante Anthony Giddens, sociólogo contemporâneo, aponta que existem duas funções no processo de socialização: a primeira pertence à família e a segunda, à escola. Nessa perspectiva, essas instituições devem não só se mostrarem presentes, mas também desenvolver políticas práticas e transformadoras na educação civil e moral dos seus filhos e alunos. Esses públicos em especial, pois, em geral, são grandes disseminadores de discriminação e violência verbal e, até mesmo física, nas escolas públicas. Logo, a participação desses agentes, de maneira ativa, reduzirá à prática do Bullying nas escolas e outros ambientes sociais.

Depreende-se, portanto, a união entre o Estado e a sociedade no intuito de mostrar a essencialidade da política ativa e eficiente para a eliminação dessa prática do corpo social. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, como instância máxima dos aspectos educacionais brasileiro, por meio de aulas e campanhas extracurriculares, desenvolver e modificar o meio escolar com o propósito de reduzir o ambiente propício ao Bullying. Concomitantemente, as famílias e as escolas devem conversar e inserir palestras mensais, sobre o assunto da violência generalizada, para informar e impactar, de modo positivo a vida desses jovens. Só assim a pensamento de Rubens Alves terá como base maior os voos.