O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 01/02/2020
O bullying tem diversas formas agressivas de expressão que vão desde a violência psicológica até a física, sendo, portanto, uma atitude de caráter intencional e repetitiva, dentro de uma relação desigual de poder. Esse fato estarrecedor, assinala o estágio bárbaro em que se encontra nossa convivência social e, é fruto da interação entre o insuficiente investimento em educação e a quase ausência de mecanismos de supervisionamento dentro do cenário estudantil.
Em uma primeira análise, cumpre pontuar o insuficiente recurso direcionado as instituições de ensino. Essa omissão governamental se converte na falta de profissionalização dos integrantes do magistério (professores e gestores) que destituídos de preparo ideal para diagnosticar e intervir nos conflitos, tendem a se omitirem, endossando a impunidande e dando margem a novos episódios de natureza intimidadora. Em virtude de tais atos de intolerância, jovens estudantes, inseguros, encontram na evasão escolar, uma saída para evitar às ameças e, não raro, agressões.
Em sintonia com essa constatação, vale ressaltar ausência de métodos para coibir essa atitude comprometedora da saúde mental dos jovens. A ausência de aparatos de monitoramento produz uma sensação de anonimato e, encoraja infratores a agirem de maneira desmedida e arbitrária em detrimento dos mais vulneráveis. De acordo com investigadores da Warwick University, no Reino Unido, os efeitos do bullying sofrido na infância e na adolescência duram por muito tempo na vida adulta. Vítimas dessa conduta truculenta são facilmente inclinadas a desenvolverem déficit de aprendizagem, transtornos psicológicos e, comumente, apelam para atitudes radicais: o suicídio.
Sendo assim, jovens alvos desse comportamento pervesso constituem um grupo altamente vulnerável. Logo é necessário que o Ministério da Educação invista amplamente em capacitação de professores e gestores com o fito de instrui-los em situações adversas. Torna-se imprescindível, também, a instalação de circuito interno (câmeras de segurança) e ambientes de escuta dentro das escolas para que a partir das informações colhidas se possa identificar o infrator e o grau de contundência dessas infrações e com isso aplicar o tipo de punição cabível.