O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 11/03/2020

De acordo com o filósofo contratualista Thomas Hobbes, o homem é o lobo do homem. Mediante a isso, pode-se associar o lobo de Hobbes à recorrente prática de bully e ao seu combate, esse, que ainda caminha com passos tímidos na sociedade brasileira. Tal fato explica-se não somente pela lenta mudança na mentalidade social, mas também à ausência de uma lei mais rigorosa.

É indubitável que a relativização da prática de bullying por determinados indivíduos na sociedade, acaba por amenizar e incentivar essa prática. Segundo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir. À vista disso, torna-se possível compreender que enquanto o brasileiro não se conscientizar de que é necessário unir-se para dar fim a esse problema, a solução ainda estará muito distante da realidade do Brasil.

Outrossim, destaca-se a frágil legislação brasileira que ainda carece de leis mais severas para punir e desencorajar possíveis princípios de bully. Ademais, em consonância Armand Richelieu, fazer uma lei e não zelar pela sua aplicação é o mesmo que autorizar o que se quer proibir. Logo, torna-se evidente que a criação de leis brandas, favorece à recidiva desse problema.

Torna-se claro, portanto, a necessidade do Governo Federal de intervir para frear o avanço de casos de bully no Brasil. Dessa forma, faz-se necessário que o Ministério da Educação, em parceria com os colégios de todo o país, promova palestras e seminários com psicólogos e pedagogos a fim de conscientizar os estudantes sobre os males dessa prática. Bem como esse, o MEC, com auxílio da mídia, deve criar campanhas publicitárias informativas destinadas às vítimas de bully para que esses, sejam estimulados a denunciar e assim se sentir seguros diante de um crime que a cada dia faz mais vítimas ao redor do país.