O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 16/03/2020
No ano de 2019, o Brasil fora marcado pela tragédia de Suzano, onde dois adolescentes entraram em uma escola pública armados e causaram a morte de 10 pessoas. Segundo investigações, esses jovens foram motivados a realizar tal ato de terrorismo em resposta às piadas que sofriam nesse ambiente. Isso coloca em pauta a presença do bullying na sociedade brasileira, que segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos, afeta 3 em cada 10 brasileiros na faixa dos 15 anos. É necessário, portanto, discutir as causas da persistência dessa problemática e propor ações que visem à sua mitigação na sociedade brasileira.
Nesse contexto, a administração pedagógica ineficiente nas escolas e a ausência de assistência psicológica nestes espaços têm contribuído para a manutenção do bullying. Primeiramente, as medidas propostas por diretores e pedagogos devem visar como bem último o respeito mútuo no âmbito escolar, com o fim de estimular o foco no aprendizado. Contudo, a persistência de incidentes como o ocorrido na cidade paulista, mostra que essas ações não são difundidas por todas as escolas, o que contribui para a ciclidade do problema nesses ambientes. Ademais, a ausência de psicólogos para atendimento ao alunos permite que pensamentos negativos sejam externados na forma de violência.
Em função disso, crianças e adolescentes tem sua saúde mental e física colocada em risco, bem como o seu desenvolvimento pessoal. Isso decorre do fato de que, as pessoas afetadas pelo bullying são estigmatizadas e por isso, segregadas dos demais. Tal fato contribui para o isolamento, que segundo o filósofo Aristóteles, simboliza o distanciamento da felicidade, ao passo que o ser necessita socializar com seus semelhantes para obter esse bem. Como consequência, o aluno pode vir a desenvolver casos de depressão e ansiedade, o que o leva a cometer violência com os próximos ou a si mesmo e à evasão escolar, fatores que comprometem veemente o seu futuro.
Diante disso, cabe ao Ministério da Educação estabelecer um ambiente escolar de combate incisivo ao assédio físico e moral, por meio da concessão de investimentos voltadas à qualificação dos profissionais docentes para a mediação de conflitos em sala de aula e à ampliação de psicólogos nas escolas. Tais medidas tem como fim a promoção de um espaço saudável e de acolhimento aos alunos e, possibilitar a manutenção do aprendizado e da qualidade de saúde mental desses sem entraves. À Sociedade Civil Organizada, compete a realização de palestras em espaços midiáticos, pautadas na conscientização acerca dos impactos negativos da prática do bullying e a importância do acompanhamento e suporte parental, com o fim de incitar na população a busca pela culto ao respeito pelo próximo, qualidade tão cara à coesão social e por conseguinte, ao bem estar comum da nação.