O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 21/03/2020
As escolas brasileiras têm enfrentado os desafios do Bullying. A perda do limite entre a diversão e a ofensa causa consequências gravíssimas. E o ambiente escolar, como uma instituição destinada a minimizar o problema, muitas vezes se torna um lugar de disseminação desta prática recorrente.
Inicialmente é necessário destacar que o limite entre a brincadeira e a provação é uma linha tênue. Segundo Piaget, esse limite é ensinado à criança durante a infância pelos seus responsáveis, o qual é denominada heteronomia. Assim, o bulllying decorre de uma falha nessa instrução, gerando uma pessoa sem limites que pratica atos de violência física e psíquica como forma de se autoimpor. Dessa forma, o agressor também é uma vítima de um processo falho na sua formação.
De tal modo, deve-se considerar também que a Escola é um ambiente de intensificação e propagação do Bullying. Nesse sentido, o espaço escolar, por falta de capacitação profissional, promove alguns estudantes através de méritos e ,consequentemente, excluem a outra parcela estudantil. Portanto, na maior parte das vezes, essa segregação produz indivíduos que usam do seu tamanho, força, para se tornar percebido e se reafirmar como pessoa. De acordo com Pierre Bourdie, a Educação falha por não analisar o histórico do aluno que apresenta comportamento anormal, como aconteceu na tragédia de Realengo em 2011. Até hoje o assunto é tabu. Assim, a prática frequente do Bullying envolve um contexto mais amplo do que a relação agressor e agredido.
Portanto, o Brasil vivencia um cenário preocupante dentro das escolas. Desse modo cabe à família instruir o indivíduo os limites necessários nas relações sociais, com intuito de preservar o respeito ao outro. Através da capacitação profissional, a escola deve promover uma análise profunda dos estudantes que apresentam anormalidades, estudando seu histórico de vida e fazer um acompanhamento com objetivo de ajudá-lo segundo seu problema.