O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 07/04/2020
Agressões verbais, físicas e psicológicas, de forma contínua, resumem basicamente o bullying, presente em grande parte das escolas brasileiras. Dados da “Organização da Nações Unidas” (ONU) indicam que quase metade dos estudantes brasileiros sofrem bullying, evidenciando a necessidade de desenvolver meios eficazes para combater esse problema, como o incentivo do governo em prol da causa, criação de ONGs e disponibilidade de suporte psiquiátrico no sistema educacional do Brasil.
A partir de iniciativas governamentais, as escolas brasileiras ficariam mais estruturadas para tratar corretamente as ocasiões de bullying. Exemplo disso é a “KiVu” - acrônimo finlandês que significa “Contra o Bullying” em português -, método desenvolvido pela Universidade de Turku, financiado Ministério da Educação e Cultura da Finlândia, que foi adotado pelo governo finlandês e gerou bons resultados. Depois de aplicado, os casos de bullying foram eliminados completamente em até 80% das escolas e a prática foi reduzida em outras 20%. A possibilidade do método ser aplicado no Brasil vem dos testes realizados na Argentina, que foram bem-sucedidos apesar das diferenças étnicas e culturais.
O desenvolvimento de ONGs e planos nacionais também amplia no combate ao problema. O projeto mundial “Escolas Sem Bullying” - fusão entre as metodologias do “Abrace” e do “Olweus Bullying Prevention Program”, ambas programas de combate ao bullying - serve como inspiração. Com atuação no Brasil, o programa fornece subsídios teóricos e metodológicos de combate e prevenção ao bullying no ambiente escolar, como cursos de capacitação, palestras indicativas, planos de aula, livros paradidáticos - que abordam o tema - e políticas pedagógicas de prevenção, medidas estas que estão alinhadas à Lei Federal nº 13.185/2015, de Combate à Intimidação Sistemática.
A presença de profissionais psiquiátricos nas escolas brasileiras auxilia no combate ao bullying. Orientar os estudantes como agir quando presenciar ou sofrer um caso de bullying é essencial para que denunciem e o problema seja resolvido. O apoio deve ser dado para ambas as partes, tanto para a vítima, para lhe dar segurança de consultar alguém que o ajude, quanto para o agressor, pois quem comete os atos também deve ser recolhido, visto que a maioria dos “valentões” - nome popular de quem comete o bullying - possuem problemas pessoais que culminam para a revolta e fúria. Dar aos alunos confiança de relatar seus problemas aos que lhe ajudarão, como os psiquiatras, ajuda a evitar consequências futuras, como depressão, pensamentos suicidas e massacres escolares.
Portanto, tais medidas seriam eficazes no combate ao bullying no Brasil, fazendo com que os casos diminuam e a formação acadêmica seja segura. Entretanto, inicialmente é necessário mudanças no pensamento geral, que ainda vê o bullying como “drama” e subestima suas consequências.