O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 06/04/2020
O bullying é uma prática inaceitável que envolve agressões físicas e verbais constantes que afetam o emocional e o psicológico. Tanto pessoalmente quanto na internet ocorrem situações de humilhação e intimidação que podem chegar a causar traumas irreversíveis ou até levar a casos extremos, como a depressão e o suicídio.
A palavra “bullying” vem da língua inglesa e expressa um ato constante de um valentão. Esse mesmo ato é um tanto quanto comum no Brasil em todos os ambientes frequentados por crianças e adolescentes, entretanto, não deveria ser. Estudos apontam que quem pratica, ou seja, os agressores, já passaram por algum tipo de experiência negativa em suas vidas e, portanto, descontam isso através do bullying em pessoas consideradas mais fracas. Mas, o bullying não se limita apenas aos agressores valentões, também se enquadra em atitudes coletivas como xingamentos, piadas e apelidos negativos facilmente espalhados por causa de atitudes, jeito ou aparência de certa vítima, como mostra no filme “Extraordinário”, onde um menino é considerado estranho por julgamento grupal de sua aparência.
Todavia, o bullying também é praticado na internet através das redes sociais. O Brasil, segundo um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa, é o segundo país com mais casos de cyberbullying no mundo. Perseguição, ridicularização, assédio e ameaças também fazem parte deste meio. Na internet há ainda mais riscos, pois o alcance de pessoas em um curto intervalo de tempo é enorme e identidades falsas são criadas a todo o momento e com acesso a todos, não apenas a um certo ambiente.
No entanto, a maioria das vítimas têm medo de contar a um responsável sobre esses atos que sofrem, por ameaças do agressor ou por receio de qual será a reação do responsável. Já foram criadas leis como a Lei 13.185, uma lei contra bullying e cyberbullying em 2015, porém precisam ser tomadas medidas mais concretas para acabarem com essas atitudes definitivamente o mais rápido possível e incentivar as vítimas a falarem sobre isso, evitando assim tragédias como o suicídio.
O governo, junto de escolas e psicólogos, deve implantar consultas semanais a todos os alunos, fiscalizá-los e punir os agressores para conscientizar a todos das consequências e diminuir os casos. Para as vítimas que não querem falar diretamente, deve-se incentivá-las a ligarem para redes de apoio emocional voluntário, como o Centro de Valorização da Vida, para conversarem sigilosamente sobre seus sentimentos. Também deve ser obrigatório debater sobre o assunto através de filmes, palestras e reportagens que mostrem as consequências à vítima e assim acabar com os casos desta prática inadmissível.