O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 13/04/2020

Promulgado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente ( doravate ECA), no seu artigo 5º, afirma que  nenhuma criança ou adolecente será ojeto de qualquer forma de negligência, discriminação, violência, crueldade e opressão, punindo na forma da lei qualquer atentado. Embora, o ECA zele pela integridade física e psicológica das crianças e dos adolescentes e da lei antibullying ter sido sancionada e ter entrado em vigor, infelizmente, a prática do bullying ainda é muito comum. É fato, que esse cenário deriva  graças não só a naturalização do bullying, mas também a sua virtualização.

A priori, cabe analisar a banalização do bullying sob a pespercitva da socióloga Hannah Arent. Segundo a autora, quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada. Um exemplo disso é o bullying cometido nas escolas e faculdades, como essa ofensas ocorrem frequentemente passam a  acham esses compartamentos comum.Somando a isso, famílias e as escolas se mostram omissas em relação a prevenção e combate a essas agressões, muitos por acreditarem que esses ataques  e desrespeitos tornariam a vítima mais forte, assim deixam de apoiar e cuidar desses indíviduos  e passam a vê esses abusos como algo natural e até mesmo positivos.

Ademais, vale ressaltar o cyerbullying, agressões por meio das redes sociais, como perpetuador do problema. De acordo com o filósofo Pierre Lévy, vivemos em uma sociedade hiperconectada que passa por um processo de virtualização, perda dos limites entre real e virtual. Assim, agressores usam as redes socias para propagar o ódio, isto é, como se o real e o virtual pedessem o limite. De acordo com o  instituto de pesquisa Ipsos revelou que o Brasil é o segundo no ranking de cyberbullying no mundo. Por essa pespectiva, é inadmissível aceitar tal agressividade visto que, tem enorme impacto negativo na vida de pessoas que passam por esses sofrimentos.

Portanto, medidas necessárias para resolver o impasse. Com intuito de combater o bullying, urge que o Estado, como promotor do bem-estar social,disponibilize subsídio para que o MEC reverta essa verba em contratação de psicólogos e especialistas,  que por meio de workshops abordariam o tema em sala, explicando a gravidade do assunto, e com ajuda de ONGs prestariam apoio as vítimas e aos agressores, a fim de entender e vitar que o bullying se propague. É mister a mídia divulgar e informar a população sobre o impacto que o cyberbullying causa. Somente assim, a lei antibullying entrará em completo vigor.