O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 09/04/2020

Nos quadrinhos da Turma da Mônica, do escritor Maurício de Sousa, é retratada a conturbada relação entre o Cebolinha e a Mônica. O primeiro xinga a segunda e esta revida com agressão, o que demonstra que toda ação gera uma reação. Hodiernamente, esta história se assemelha à rotina dos jovens do Brasil, os quais são agentes ativos e passivos do bullying. Nesse contexto, não há dúvidas de que a falta de respeito ao próximo é um desafio no Brasil, que ocorre, não só devido a negligência governamental, mas também ao preconceito da sociedade.

Nesse sentido, vale salientar que a Constituição Cidadã de 1988 assegura que ninguém deverá ser submetido a tortura nem a tratamento degradante, todavia o Poder executivo não assegura esse direito. Consoante Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil à medida que não existe uma política de combate ao bullying, fazendo os direitos permanecerem no papel.

Outrossim, cabe ressaltar que o bullying é gerado a partir do preconceito que o agressor tem em relação à sua vítima, seja ela de cunho físico ou intelectual.  No entanto, segundo o ex-presidente Nelson Mandela, somente a educação pode transformar o mundo. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para que haja respeito com toda a coletividade, uma vez que a falta dele é o início da agressão.

Portanto, para mitigar os problemas relacionados ao bullying no Brasil, faz-se necessário que o Governo Federal (órgão responsável pelo bem-estar da sociedade) promova, por meio de publicidade, campanhas relacionadas à prática de respeito ao próximo para que toda a sociedade seja orientada acerca dessa virtude. Paralelamente a isso, cabe ao Ministério da Educação (órgão máximo educacional brasileiro) criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas, por meio de palestras e atividades lúdicas, para as crianças se conscientizarem sobre o respeito mútuo. Talvez assim o Cebolinha e a Mônica fiquem apenas na ficção.