O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 21/04/2020
Uma das principais pautas em discussão é a prática do bullying, o qual tem se tornado cada vez mais recorrente na adolescência. O termo de origem inglesa significa a realização de atos violentos, intencionais e repetitivos contra um indivíduo, podendo causar danos físicos e psicológicos. É notório o grande crescimento dos índices de casos de bullying no Brasil, portanto, medidas devem ser criadas para solucionar a problemática atual.
Segundo pesquisas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada cinco jovens brasileiros, na faixa dos 13 aos 15 anos, pratica bullying contra colegas de escola. Tal ato manifesta-se de diferentes formas, desde agressões físicas como empurrões e pontapés a pressões psicológicas como insultos e ameaças, ocasionando traumas e sendo capaz de desencadear problemas como depressão e insegurança nas vítimas. Os motivos, que levam alguém a praticar o bullying, podem estar relacionados a situações familiares, problemas pessoais, ou até mesmo experiências em que o agressor foi vítima.
De acordo com a psicóloga Cláudia de Moraes Bandeira, autora da obra " Bullying: auto- estima e diferenças de gênero", crianças mais retraídas são os principais alvos, possuindo dificuldades em se abrir, ou expressar o que estão sentindo, seja na escola ou em casa . Queda no rendimento escolar, faltas escolares, baixa autoestima, atitudes agressivas e mudanças no comportamento são os sinais mais frequentes, e, por isso a instituição familiar e escolar devem estar atentas às modificações de condutas apresentadas pelos jovens.
Em 2016, entrou em vigor a lei n° 13185, classificando o bullying como um crime, mas, mesmo assim, o número de suicídios e casos de depressão motivados por essa prática têm crescido consideravelmente, levando à necessidade de medidas de combate e prevenção. É necessário que o Ministério da Educação invista nas escolas para que elas possam ministrar palestras conscientizando os alunos sobre os malefícios do bullying e juntamente com o Ministério da Justiça elabore leis mais rígidas contra tal crime que elimine a crença na impunidade, levando a diminuição de recorrências. É ideal, portanto, oferecer assistência por meio de psicólogos à vítimas e agressores que passaram por essa violência e orientação aos familiares para que eles fiquem atentos aos sinais, detectando possíveis casos. Com estas ações, atenuar-se-a, em médio e longo prazo, o impacto vivenciado na contemporaneidade.