O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 02/05/2020
De acordo com a constituição federal de 1988, todos são iguais perante à lei, e é dever do Estado garantir direitos básicos, como o acesso à saúde por exemplo. Entretanto, nota-se que em relação a esse direito, algumas ramificações da sociedade brasileira comportam-se como o “cidadão de papel” , descrito pelo jornalista Gilberto Dimenstein como um indivíduo que possui seus direitos constantemente negligenciados, garantidos apenas no papel. Nesse sentido, deve-se observar como a falta de verbas e o sucateamento do SUS contribuem para o problema e como resolvê-lo.
É preciso analisar, antes de tudo, a ausência de recursos do setor da saúde. Isso ocorre devido a má administração do dinheiro público e a corrupção, enraizada no país. Nesse sentido,percebe-se a incapacidade dos governantes em distribuir de forma proporcional e igualitária os recursos financeiros existentes. Tal inaptidão causa inúmeros danos ao sistema único de saúde, que mostra-se sobrecarregado e insuficiente. Prova disso são dados do Jornal O Globo que informam que o Brasil investe apenas 3,8% do PIB em saúde, valor 55% inferior ao empregado por países desenvolvidos no mesmo setor.
Consequentemente, nota-se a falência do sistema único de saúde(SUS). Criado em 1988, juntamente com a carta magna brasileira, o SUS tem como princípio a universalização, a equidade e a integralidade da saúde pública do país. No entanto, percebe-se, atualmente, a decadência desse sistema. Isso porque, faltam leitos, remédios, e alguns materiais que são indispensáveis até mesmo para os procedimentos mais simples, como luvas e máscaras, na maioria dos hospitais do país. Além disso, faltam profissionais da saúde em diversos estados, evidenciando o caos vivido pela população.
Fica claro, portanto, a urgência em resolver a problemática. Primeiramente, é preciso que o Governo Federal, capacite, por meio de cursos técnicos, os gestores públicos, a fim de que eles consigam melhor distribuir verbas e assim melhorar o desempenho do SUS. Ademais, o Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios deve disponibilizar mais remédios e materiais básicos para os hospitais, visando distribuir os recursos de forma equitativa. Somente assim, os cidadãos brasileiros poderão viver, na prática, seus direitos garantidos no papel.