O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 27/04/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o bullying torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja por  agressões psicológicas, seja por uma trajetória de violência familiar, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro plano, pode-se analisar que o bullying é um problema grave e que tem maior incidência nas escolas, onde se concentram a maior parte de crianças e adolescentes. Em uma pesquisa no site da Globo, foi apresentado que mais de 30% dos brasileiros já sofreram essa “agressão”. Com isso, vê-se todos os dias que muitas pessoas vem se afastando da vida social, escolar e familiar, como consequência desse isolamento, pode ocorrer um desequilíbrio emocional, fazendo com que o indivíduo realize suicídio.

Em segundo plano, o bullying pode vim no histórico da família, ou seja, o filho vê o pai intimidando outra pessoa, a criança vai pegar como exemplo e repetir a atitude do pai e assim por diante. Além disso, muitas vezes esse problema é causado por falta de amor e carinho, por isso, esse cidadão faz provocações para chamar atenção, já que em casa não possui. Também, fica evidente que por esses altos índices de violência, muitos cidadãos apoiam o ato de alguma maneira. Dessa maneira, ações são necessárias para alterar esse entrave.

Portanto, medidas são indispensáveis para mitigar essa problemática. É imperioso que o Ministério da Educação em conjunto com as escolas, realizem projetos como debates em sala de aula e palestras sobre a importância do respeito e da educação em comunidade, para que os adolescentes se unam e não se isolem por causa de suas diferenças. Urge as famílias, terem um momento de conversa em família, se comunicarem mais durante o dia sobre a vida de cada membro, dessa forma cada pessoa se ajudaria e não se sentiriam sozinhos, praticando principalmente a solidariedade e o amor entre si. Somente assim, notar-se-á que essas seriam algumas das atitudes para diminuir ou até mesmo acabar com esse transtorno.