O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 30/04/2020
O Bullying corresponde a agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas contra uma ou mais pessoas, sendo uma prática frequente, sobretudo no ambiente escolar - segundo dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), em 2015, 1 a cada 10 jovens brasileiros foram vítimas de agressão. Diante disso, percebe-se que o fenômeno constitui um problema crônico na sociedade, o que evidencia a urgência por medidas capazes de contornar o cenário de violência e de intolerância no país.
Em primeiro plano, é importante compreender a relação direta entre a presença do ensino de qualidade e a formação do comportamento dos indivíduos. Para isso, destaca-se que, segundo a escritora e ativista social Helen Keller, “o resultado sublime da educação é a tolerância”. Em consonância com essa ideia, afirma-se que a tolerância e a postura de respeito ao próximo são comportamentos dependentes da educação a qual cada pessoa tem acesso, e suas ações serão condizentes com a sua base educacional. Desse modo, pode-se afirmar que o corpo social será saudável a partir do momento em que seus integrantes tiverem conhecimentos suficientes para que convivam e harmonia.
Outrossim, é válido destacar que não apenas a escola deve se posicionar perante à problemática do bullying, mas também as famílias de cada indivíduo. Quanto a isso, cabe ressaltar que, segundo o educador Mario Sergio Cortella, a escolarização é uma parte da educação, mas a sua efetivação é responsabilidade da família. Isto é, embora seja fundamental o papel das instituições de ensino na criação de pessoas tolerantes e respeitosas, a concretização desse objetivo é totalmente dependente da ação dos familiares. Isso porque o recinto familiar em que se está inserido é influenciador do comportamento individual, e nele serão ou não desenvolvidas ou não as práticas de violência que configuram o bullying.
Portanto, é evidente a premência da reversão desse cenário e a garantia do respeito a todos, indiscriminadamente. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, responsável pelas políticas educacionais em âmbito federal, combater efetivamente o bullying, por meio de palestras e debates nas salas de aula, para os alunos compreendam os riscos dessa prática e se pronunciem caso necessitem. Além disso, é preciso que a mídia divulgue os ideais de tolerância e de empatia aos telespectadores, por meio de filmes e telenovelas abordando a temática, com o objetivo de fomentar ações solidárias e desencorajar atos desrespeitosos e violentos. Desse modo, poder-se-á garantir a boa convivência entre os cidadãos, bem como o respeito à todas as formas de expressão individual.