O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 10/05/2020

No ano de 1999, no estado do Colorado (EUA) dois jovens da escola Columbine High school abriram fogo contra seus colegas no meio do turno da manhã, encerrando a vida de treze pessoas inclusive as suas, em um suicídio em dupla logo apos os assassinatos. Embora o caso tenha ocorrido nos Estados Unidos, o Massacre de Columbine influenciou atentados em escolas do mundo inteiro, inclusive no Brasil e o bullying foi associado como fator motivador em quase todos os ataques, Por isso, para que o combate ao bullying no Brasil seja eficiente, vale analisar a postura da Escola e do Estado.

Primeiramente, é válido ressaltar o comportamento omisso de muitas escolas brasileiras diante de situações com o bullying. Segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu, a Violência Simbólica é o conceito dado à violência, seja ela física ou moral, que não é notada como violência nem pela vitima, nem pelo agressor, e muito menos pelas testemunhas, sendo assim aceita. Nessa perspectiva, nota-se que o bullying acaba passando despercebido pelos diretores e pedagogos da maioria das  escolas brasileiras, sendo associado à brincadeiras infantis naturais. Assim, praticas de agressão de alunos contra alunos podem gerar transtornos mentais que afetem o equilíbrio emocional das vitimas até a fase adulta.

Além disso, a falta de políticas publicas eficientes no combate à problemática é determinante para o agravamento dos casos de bullying no país. Conforme o sociólogo Emile Durkheim o Estado de Anomia ocorre quando a ineficácia de normas públicas consolida um problema como caraterística marcante em uma sociedade. Dessa forma, a associação do numero crescente de casos de transtornos mentais e suicídios entre jovens e adultos ao bullying praticado de maneira frequente e irrestrita em ambientes sociais, laborais, digitais e escolares gera o estado anômico de Durkheim no Brasil.

Portanto, é essencial a  mudança de atitudes por parte da escola e do Governo brasileiro. Assim, o Governo Federal por meio do MEC (Ministério da Educação), deve promover uma ação coordenada com as escolas na criação de normas e materiais didáticos voltados para o bullying com o fito de conscientizar os agressores e encorajar as vitimas à se impor de forma correta. Outrossim, compete ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por meio da tecnologia de algoritmos, barrar a postagem de mensagens de ódio na internet e distribuir posts, videos e documentários das maiores consequências do bullying e o depoimento de vitimas, com a finalidade de promover a conscientização da população brasileira. Destarte, casos como o que foi visto em Columbine ficará restrito ao passado.