O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 11/05/2020
Na série americana “13 Reasons Why”, Hannah Baker é uma adolescente que, após ser vítima de bullying em sua escola, comete suicídio. Infelizmente, no Brasil, diversos casos parecidos com o de Hannah acontecem todos os dias. Nesse cenário, não há dúvidas de que o bullying é um desafio a ser combatido, o qual ocorre, devido não só à omissão dos pais, mas também por uma falha na educação.
A priori, vale ressaltar que ausência da educação familiar é um fator que contribui para a prática do bullying. Nesse sentido, o atual sistema capitalista faz com que os pais se preocupem muito mais em trabalhar, faltando tempo para os filhos, que muitas vezes não são orientados corretamente sobre o respeito que se deve ter para com o próximo. Não é de se surpreender, então, que, em uma pesquisa feita pelo IBGE, o aumento dos casos de bullying foi de 30% em três anos.
Outrossim, segundo Helen Keller “O resultado mais sublime da educação é a tolerância”, o que mostra que atos intolerantes como o bullying é um indicador para uma falha na educação. Nesse contexto, é importante salientar que o modelo pedagógico atual é bem mais voltado para o ensinamento de conteúdos do que para a educação ética e moral, que norteia os indivíduos para uma boa convivência em sociedade. Sendo assim, o convívio social é prejudicado e a prática do bullying é facilitada.
É inegável, portanto, a necessidade de combater o bullying na sociedade brasileira. Dessa forma, cabe à mídia disseminar a importância da presença parental na criação dos filhos, por meio de propagandas e anúncios, a fim de instruir melhor os novos cidadãos sobre o respeito. Para mais, cabe ao Ministério da Educação ampliar os assuntos sobre ética e moral no modelo pedagógico, por meio de palestras e mais aulas, a fim de melhorar a convivência social. Desse modo, casos como o de Hannah não mais acontecerão.