O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 14/05/2020
Desde a década de 80, o estudo sobre o bullying tem se aprofundado cada vez mais. As práticas de violências - verbais ou físicas - que antes eram silenciadas, estão sendo identificadas e criticadas por intermédio de filmes, notícias ou música. A cantora Jessie J lançou uma canção que retratava sua vida acadêmica, chamada “Who’s Laughing Now?”, na qual simboliza a prática do bullying de acordo com o trecho traduzido “eles puxam o meu cabelo, eles empurram a minha cadeira”. No Brasil, diversas pesquisas foram realizadas a respeito do assunto, visualizando a urgência ao combate dessa forma de violência que traz danos à autoestima da vítima e o desenvolvimento de doenças como depressão.
Em primeira análise, é muito importante que os alunos tenham saúde mental e se sintam confortáveis para frequentarem a escola. O filme Extraordinário conta a história do pequeno August Pullman, que está ingressando no meio acadêmico. Entretanto, o filme coloca em pauta o medo do protagonista de não ser aceito e o preconceito que sofreu pela sua aparência, deixando explícito a baixa autoestima de August. No Brasil, um a cada dez alunos é vítima frequente de bullying nas escolas, de acordo com Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), deixando evidente que muitos alunos passam pela mesma situação de Pullman, podendo desenvolver baixa autoestima.
Além disso, o PISA relata que os sintomas de doenças como depressão e ansiedade estão mais presentes em alunos que sofrem bullying, podendo inclusive levar ao suicídio. A série 13 Reasons Why aborda casos dessa violência entre adolescentes, que conta os motivos que levaram a protagonista a se suicidar. No Brasil, a série fez com que a procura pelo serviço do Centro de Valorização da Vida, uma política pública que auxilia casos de depressão, aumentasse. Entretanto, conquanto as recorrentes críticas e procuras de ajuda devido aos traumas que o bullying proporciona, ele ainda é muito frequente em jovens de 15 a 26 anos, sendo, portanto, que mais caminhos para o combate dessa prática sejam corroborados.
Com isso, é imprescindível que medidas sejam fundamentadas para que haja a erradicação do bullying no Brasil. Para isso, cabe às instituições de ensino combaterem o bullying capacitando professores e a equipe pedagógica, por meio de cursos e palestras com psicólogos, para que identifiquem e saibam lidar com as situações frequentes da violência. Assim, os alunos receberão suporte adequado diante da situação. Por conseguinte, mais políticas públicas deveriam ser fornecidas pelo Ministério da Educação ou por voluntários, por intermédio de consultas ou divulgação de informações sobre o bullying e os traumas causados, para que as pessoas tenham o desenvolvimento socioemocional, sabendo, portanto, lidar com os desafios que essa violência promove.