O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 15/05/2020

Ao analisar o tema sobre o bullying, é perceptível que na série “13 reasons why”, é retratada a história de Hannah Baker, uma jovem americana que, após ser vítima de bullying verbal, sexual, físico e virtual de colegas da escola em que estudava, acaba cometendo suicídio por não suportar mais o sofrimento interno. Hanna deixou 13 fitas de vídeo para cada um de seus “assassinos” pois suportava calada toda a situação. Ao longo da formação sociocultural de uma pessoa, existem situações como o bullying que podem levar à traumas e fobias sociais na fase adulta, é notório que, atualmente no Brasil esse assunto tomou uma proporção enorme virando moda e dificultando as maneiras de resolve-lo de forma eficaz.

É inegável que a prática do bullying é acontece principalmente na escola, e é um problema a ser combatido na sociedade. Todavia, apesar de suas graves consequências, poucas atitudes são tomadas para a sua supressão, perpetuando o sofrimento da vítima. Um estudo realizado pela ONU em 2017 ressalta que 17,5% dos jovens brasileiros sofrem bullying diariamente ou já sofreram em algum momento da vida. Isso acaba gerando transtornos mentais e na saúde do adolescente que muitas vezes apresenta sintomas de depressão, ansiedade, fica agressivo e não possui vontade de frequentar a escola, é preocupante essa situação, afinal, o jovem de hoje é o adulto de amanhã.

Sob o mesmo ponto de vista, existe também o cyberbullying, que ultrapassa qualquer fronteira física, eliminando as chances da vítima de escapar dos ataques que acontecem por meio virtual, nas redes sociais os agressores são denominados “haters” que são indivíduos que propagam o ódio na internet, sendo disseminadas palavras de baixo calão, ofensas e humilhações a troco de nada, de forma contínua. As exposições  de fotografias íntimas ou montagens constrangedoras sem consentimento e autorização dos envolvidos se enquadram nesse “assédio virtual”.

Logo, ações são necessárias para amenizar a problemática. Cabe ao Governo juntamente ao Ministério da Educação criarem  palestras ministradas por psicólogos nas escolas, para professores e pais dos alunos, a fim de prepará-los para lidar com possíveis casos de assédios e preconceitos no ambiente de ensino e em casa, afirmando a necessidade de uma maior participação na vida escolar de seus filhos, obtendo um efeito positivo com essas iniciativas. Outrossim, as escolas devem assegurar a fiscalização da Lei do Antibullying com medidas de conscientização e combate à violência entre seus alunos. É importante que ensinem as crianças desde cedo a se posicionarem de forma correta diante de uma situação desse tipo, se livrando da posição de vítima, evitando casos de crimes e suicídios causados por bullying e cyberbullying, Diante do exposto, é indubitável que medidas devam ser tomadas para alterar o cenário brasileiro.