O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 17/05/2020

Em 2016, entra em vigor a Lei nº 13185/15, contida na Constituição Brasileira de 1988, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, também conhecida como bullying. No Brasil contemporâneo, embora exista tal legislação para combatê-lo, o bullying ainda é uma pratica muito frequente, que ocorre majoritariamente entre crianças e adolescentes no ambiente escolar. Portanto a intimidação sistemática, definida como a realização de atos violentos, intencionais e repetidos contra um indefeso, é um problema grave que o combate é fulcral, posto que impede que a saúde, bem-estar e segurança dos alunos sejam prejudicadas pelo bullying.

Em primeira análise, as motivações dessa adversidade devem ser compreendidas. Como exemplo, tem-se a série estadunidense “Glee”, em que as personagens são constantemente vítimas de bullying, apenas por serem parte do coral da escola e pertencentes às minorias sociais, como negros, membros da comunidade LGBT, judeus e outros. A partir disso, nota-se que os estudantes que sofrem com a intimidação sistemática são, geralmente, diferentes dos demais e alvos de preconceito. Logo, é evidente que, no Brasil, os principais motivadores da prática do bullying são o desrespeito com as diferenças e os preconceitos enraizados no pensamento da sociedade.

À luz disso, a intimidação sistemática traz consequências preocupantes. Para exemplificar, tem-se o Massacre de Realengo, chacina ocorrida em uma escola municipal de Realengo, no Rio de Janeiro. Nessa, Wellington Menezes de Oliveira, que estudava na escola anteriormente e havia sido vítima de bullying por toda sua vida escolar, invadiu o colégio e provocou a morte de 13 pessoas, inclusive, a sua. Nessa conjuntura, nota-se que, em razão de ter sido perseguido repetidamente por outros estudantes, ele resolveu vingar-se de tudo que havia sofrido, ao ocasionar tal tragédia. Assim, é perceptível que o bullying gera impactos críticos e perigosos, que tem reflexos não só para quem sofre, mas para a sociedade como um todo.

Destarte, a luta contra a intimidação sistemática é fundamental para a manutenção da vida dos alunos brasileiros, dado que essa é uma problemática alarmante que pode trazer complicações sérias. Então, é mister as Escolas, por meio de palestras e debates, mostre que o bullying danifica a vida de suas vítimas e incentive o respeito às pessoas diferentes, com o fito de diminuir a incidência de intimidação sistemática entre seus estudantes. Ademais, é crucial que o Governo Federal, por intermédio de modificações na Lei Antibullying, torne a ação da legislação ainda mais ativa, a fim de conscientizar mais indivíduos sobre sua existência e combater com mais afinco essa prática. Dessa forma, a intimidação sistemática irá ser atenuada, e,decerto, a qualidade de vida estudantil melhorará.