O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 16/05/2020
O livro “O Extraordinário”, retrata a vida de uma personagem com deformação facial que enfrenta vários tipos de preconceito. Apesar de ficção, tal obra se reflete nos dias hodiernos, no qual o bullying se sobrepõe. Nessa égide, esse fator se desenvolve, seja por negligência das escolas, seja pela exaltação da figura do agressor. Por esses motivos, subterfúgios devem ser encontrados para transpor essa inercial realidade.
Torna-se impreterível analisar, precipuamente, que o ambiente escolar é palco de ultrajes e ações de bullying. Contudo, as escolas negligenciam o papel disciplinador em tratar sobre esse entrave, uma vez que transfere a responsabilidade disciplinadora às famílias. Destarte, as famílias transferem a responsabilidade às escolas, completando um ciclo vicioso e inerte. Parafraseando Francis Bacon, é preciso criar oportunidades e não somente transformá-las. Nesse viés, percebe-se a falta de eficiência das instituições escolares em tentar criar oportunidades para erradicar a prática do bullying. Logo, mudar essa realidade não é um fato opcional.
Faz-se mister refletir, ainda, que o bullying é uma relação de poder, no qual o agressor pretende humilhar a outrem. Nesse contexto, esses indivíduos se utilizam da imagem física da vítima ou de atribuições pessoais para fazer zoações. Sob tal ótica, os agressores se superiorizam, fazendo sua imagem ser exaltada. Consoante ao filósofo Sartre, a violência, seja qual for a maneira que ela se manifesta, é sempre uma derrota. Nesse cenário, vê-se que a prática do bullying pode acarretar inúmeras consequências, precisando, assim, ser transposta.
Sob o olhar físico de Isaac Newton, um corpo só pode sair da inércia se uma força lhe for aplicada. Urge, portanto, uma parceria entre o Ministério da Educação e as famílias, que auxiliem a prática da alteridade, bem como erradiquem ações agressivas, por meio de peças teatrais nas escolas que abordem sobre as consequências do bullying, tendo os pais como platéia, com o fito de desenvolver o diálogo em casa e promover a paz. Assim, livros como " O Extraordinário" não serão mais uma realidade.