O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 18/05/2020

O livro " O Extraordinário" aborda a dramática vida de uma personagem que possui deformação facial, motivo pelo qual sofre diversos ultrajes e preconceitos. Apesar de ficção, tal livro traz à tona uma realidade presente no Brasil hodierno, onde o bullying opera, seja pela intolerância social, seja pela negligência das escolas. Por esses motivos, subterfúgios devem ser encontrados para transpor essa realidade.

Torna-se imprescindível analisar, precipuamente, que a escola é um ambiente de inserção dos indivíduos nas diversas esferas sociais. Contudo, é também palco de intolerância, onde as diferenças físicas e morais levam os indivíduos a ridicularizarem os demais. Desse modo, os indivíduos que se afastam dos padrões estéticos e ideológicos impostos pela sociedade, são ultrajados. Parafraseando Augusto Cury, os fortes usam as ideias, os fracos, a violência. Destarte, vê-se a fraqueza culminando na população, onde os cidadãos preferem usar a violência a serem contrariados. Logo, mudar essa problemática não é um fato opcional.

Faz-se mister ressaltar, ainda, que as escolas, que deveriam educar os alunos contra os atos de bullying, transferem essa função às famílias. Nessa conjectura, as famílias transferem essa responsabilidade às escolas, fechando um ciclo vicioso e inerte. Nessa perspectiva, nenhuma ação é tomada, o que possibilita uma maior disseminação da violência. Consoante a Francis Bacon, é preciso criar oportunidades e não somente transformá-las. Sob tal ótica, vê-se a falta de eficiência das instituições escolares em criar oportunidades para tentar erradicar esse mal.

Sob o olhar físico de Isaac Newton, um corpo só é capaz de sair da inércia se uma força lhe for aplicada. Urge, portanto, uma parceria entre as Escolas e as famílias, realizando meios de garantir a paz e o respeito ao próximo, por meio da contratação de psicólogos que debatam sobre os prejuízos do bullying na vida psicossocial dos indivíduos, tendo os pais como platéia, com o fito de incentivar o diálogo em casa e eliminar as práticas agressivas. Assim, o livro " O Extraordinário" não será realidade.