O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 22/05/2020

O bullying é uma ação de violência, física ou verbal, ocasionada de forma repetitiva por uma ou várias pessoas em posição de maior poder contra um ou mais indivíduos. Esse nefasto comportamento pode gerar traumas corporais e psicológicos nas vítimas, além de aumentar a banalização da agressão.

Em uma primeira análise, de acordo com a revista Veja, 1 em cada 5 crianças cogitam o autocídio após serem humilhadas repetidas vezes. Fatos como esse explicitam a importância de questionar esse problema, principalmente nas escolas, onde a prática de bullying é mais frequente, visto a imaturidade dos jovens. Assim, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina que é dever da família e da sociedade em geral garantir a integridade física e moral dos mais novos, ou seja, todos os responsáveis por esses cidadãos, tanto pais quanto professores, devem tomar atitudes para ajudar aqueles que são perseguidos por seus colegas.

Ademais, aqueles que praticam a ação de violência repetitiva devem também ser ajudados. Para que isso seja possível, é necessário identificar as causas que levam os agressores a agirem de tal forma. Flash Thompson, no desenho animado O Espetacular Homem-Aranha, é um valentão devido a sua estrutura familiar, a qual se dá apenas pelo convívio com pai, que o agride constantemente. Além disso, existem outras razões que levam à prática do bullying, como a baixa autoestima e o simples prazer na atitude.

Assim, é necessário que o Ministério da Educação capacite futuros docentes, de modo que estejam preparados para enfrentar a situação do bullying em sala de aula, ofertando disciplinas que visam combater a prática. Junto a isso, aos professores já formados, um curso de capacitação pedagógica com enfoque no tema deve ser ministrado, em horário noturno, período no qual a maior parte dos educadores está disponível. Dessa forma, haverá uma diminuição nos casos de humilhação repetitiva, e a saúde física e mental dos jovens será preservada. Ainda, a coordenação pedagógica dos centros de ensino deverão denunciar os agressores ao ECA, para que verifiquem as condições familiar e psicológica do indivíduo, de maneira a reduzir o número de crianças e adolescentes violentos.