O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 25/05/2020
Recentemente, o apresentador, Danilo Gentili, fez um “post” na rede social dele, com uma foto da artista, Bruna Marquezine, insinuando que ela teria trocado um craque (Neymar), pelo crack (droga), devido ela está magra. De maneira similar, ofensas como esta são banais no Brasil, no qual pessoas são xingadas e excluídas socialmente, se não atendem às “exigências” civis, o que afeta o combate ao bullying. Para isso, convém analisar as problemáticas e a possível solução desse quadro estarrecedor.
Primeiramente, as instituições educacionais não sabem lidar com esse entrave. Trata-se de uma escola irresponsável em conter e reeducar as atitudes do agressor, que o estimula a “liberdade” na prática de injúrias e difamações, contra o colega mais vulnerável. Por conseguinte, fazer com que rapazes, sofredores deste mal, tomem essa realidade como rotineira, percebam a inexistência de ajuda e prefiram, muitas vezes, desistir do ensino regular, isso já foi estudado pelo sociólogo Karl Max, o qual dizia ser a história do mundo a luta entre o oprimido e o opressor. Logo, permitir a insistência de agressões física e verbais, que desmoralizam o estudante dentro do meio de ensino, é conduzi-los a sequelas emocionais graves de depressão e suicídio, e perpetuar a máxima descrita por Max.
Ademais, a população possui atitudes impulsionadoras deste caos. Isso ocorre com o filho que implora pela ajuda de seus pai, em casos de bullying, mas recebe uma coça como “complacência”, o tio que dirigi palavras de baixo calão ao sobrinho, por suas convicções ideológicas, ou orientação sexual e o irmão mais velho que abusa verbalmente do mais novo em pleno jantar. Assim, é evidente a recusa do garoto em querer explanar casos de assédio moral, pois ele já sabe que a família irá tripudiar, ofender e humilhá-lo, ainda mais, na própria residência, algo já alertado pelo linguista Noam Chomsky, que afirmava não ser o Estado uma agente moral; mas sim as pessoas. Nisso, uma mãe não oferecer apoio ao desrespeito que sua menina é obrigada a escutar em sala de aula, é permitir a extrapolação dessas atitudes para aplicativos, como o Facebook, e sancionar o cenário de Chomsky.
Destarte, é mister que o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde revertam esse panorama de casos de bullying no Brasil, com atividades extraclasse nas escolas sobre empatia e respeito, disponibilização de cartilhas nas aulas ensinando como se autoconhecer, para que os alunos se aceitem com suas qualidades e defeitos, e reuniões de pais para alertá-los da importância do apoio e de como prevenir casos de bullying. Tal iniciativa deve ainda buscar ajuda da seara midiática a fim de fazer propagandas de como identificar quais comportamentos mostram que o menino demonstra ao passar por agressões e fornecer psicólogos nas escolas e postos de saúde para ajudar indivíduos, com slogans e cartazes. Dessa forma, evitar-se-á sofrimentos como o da atriz Marquezine.