O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 28/10/2020
A série “13 reasons why”,produzida pela Netflix, retrata uma realidade vivenciada não somente nos Estados Unidos, mas em todo o mundo. Em suma, o bullying -perseguição contínua maracada pela violência- sofrido pela protagonista na produção ilustra o dia a dia de muitas pessoas em vários âmbitos sociais. Paralelamente à realidade cinematográfica, infelizmente, centenas de pessoas vivenciam esse ciclo de violência absurdo. Tal problema, muitas vezes, tem origens domésticas e acarreta sérias consequências, apesar disso, continua sendo negligenciado e pouco combatido.
Diante disso, o documentário “BULLYING”, também produzido pela Netflix, buscou trazer à tona uma realidade enraizada do assunto em questão, mostrando que a prática vai além de provocações, contudo é o produto das influências sofridas pelo envolvidos. Logo, evidencia-se que o chamado “agressor”, muitas vezes marginalizado, é uma vítima da sociedade e enfrenta problemas pessoais, tais como os vivenciados no ambiente doméstico, local que se torna palco para a origem de um ciclo de violência, e consequentemente, esses comportamentos serão levados para o âmbito escolar e profissional.
Entretanto, apesar das graves consequências acarretadas pela problemática, como o suicídio da personagem principal de “13 reasons why”, ela não tem sido combatida de maneira adequada. Sob esse prisma, o dia 7 de abril, decretado em 2016 como o Dia Nacional do Combate ao Bullying -criado como um ressignificado ao assassinato de doze estudantes na cidade do Rio de Janeiro em 2011-, foi uma das medidas tomadas pelo governo para a conscientização da população a respeito do tema, bem como a implantação da Lei Anti-Bullying em 2009. Todavia, tais medidas não foram suficientes para a frear a grande quantidade de casos diariamente, como por exemplo o massacre em Suzano em 2019. Assim sendo, é preciso que o combate também esteja voltado para as origens do problema.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde investir no tratamento psicológico e psiquiátricos, tanto das vítimas de violência doméstica e agressores quanto das vítimas do Bullying. Tal ação poderia ser feita por meio do investimento para a ampliação desses serviços no Sistema Único de Saúde - que oferece atendimentos e consultas gratuitamente. Destarte, a medida seria tomada a fim de garantir o acesso a esses tratamentos à toda população e, assim, amenizar as ocorrências de Bullying em diversas esferas sociais.