O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 01/06/2020
Na série na Netflix “Sex Education” o personagem Eric, um menino negro e homossexual, é vítima de bullying e violência na escola, sendo alvo de insultos e xingamentos, além de agressões físicas. Infelizmente, essa realidade não é destoante da enfrentada pelo Brasil, na qual, há inúmeros casos de crianças e adolescentes que são vítimas de opressão no ambiente escolar, desencadeados principalmente por questões estéticas, raciais e sexuais. Porém, visto que tal violência traz consequências drásticas na vida desses alunos, como depressão e suicídio, algo deve ser feito para frear as recorrentes práticas de bullying no país.
Atualmente, atitudes violentas e agressivas podem ocorrer por diversas questões, como desejo do agressor de dominar um grupo, ser popular, mostrar superioridade, ou por intolerância, seja sexual, estética e racial. Porém, muitas vezes esses comportamentos hostis têm como motivador o ambiente familiar, que não é acolhedor, respeitoso e educativo ou pais ausentes que não fornecem atenção necessária ao filho. Dessa forma, o aluno vivendo em tal ambiente desagradável, tende a refleti-lo na escola. Como acontece na série Sex Education na qual o agressor de Eric, Adam, não tem um bom relacionamento com os pais e vive em uma ambiente familiar opressor e pouco afetivo.
Contudo, o bullying pode trazer consequências dráticas e profundas, tanto à vítima como ao agressor. Desse modo, a criança ou adolescente que sofre bullying pode passar a apresentar sinais de depressão e até suicídio, decorrentes das práticas de violência frequentes vividas no ambiente escolar. Além disso, o agressor pode vir a ser um alvo também, e sofrer agressão no futuro, motivada por vingança da vítima. Como no fato que ocorreu em dois mil e onze, no Rio de Janeiro, na qual um jovem, movido pelo bullying que sofria, invadiu a escola em que estudava e matou doze estudantes. Ou seja, tal situação descreve bem o que o psiquiatra Augusto Cury pensa, " Violência gera violência, os fracos julgam e condenam", frase pela qual, o médico defende que a violência não traz benefícios, apenas mais destruição e que aquele que a utiliza são fracos.
Portanto, medidas devem ser tomadas com o objetivo de combater o bullying no Brasil. À luz disso, escolas devem, por meio de palestras e rodas de conversas, convocar os pais dos alunos e instruí-los da importãncia de construir um ambiente familiar acolhedor e educativo para os filhos, visando, dessa forma, diminuir as recorrentes práticas de bullying no Brasil. Os debates devem ocorrer em horário noturno, no qual a maioria dos pais não estão trabalhando, e devem ser executados e comandados por psicólogos e pedagogos voluntários. Desse modo, no futuro, o Brasil terá pais mais conscientes e atenciosos e crianças e adolescentes respeitosas e tolerantes.