O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 10/06/2020

A série transmitida na plataforma Netflix “13 porquês” retrata o ensino médio de Hannah Becker, que foi uma vítima de bullying em que os agressores eram seus colegas de escola. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que o número de bullying continua crescendo bastante. Isto ocorre tanto pela negligência e/ou falta de preparo dos educadores do colégio, como também pela ideia passada da geração em geração de que são apenas “piadinhas” e brincadeiras.

De início, a falta de apoio acontece por desinformação ou descuido dos professores e funcionários do ambiente que a vítima sofre bullying. Assim, ao se omitir uma situação de agressão, a escola também se torna uma agressora, pois ela deveria zelar pelo bem estar e saúde mental de seus estudantes. Diante disso, o trabalho escolar deve ser diariamente e eventos nacionais como, por exemplo, o de combate ao bullying nas escolas (7 de abril) devem ser usados para preparação dos alunos e professores, para que surja a conscientização.

Ademais, a bagagem histórica familiar se torna um peso enorme ao julgar uma situação de bullying, propagar a ideia de que situações de agressões eram consideradas normais há 60 anos relativiza e banaliza o mal causado por essas atitudes. Segundo a teoria da tábula rasa de John Locke, “O ser humano é como uma tela preenchida por experiências e influências”. Nesse sentido, pode concluir que as práticas dos agressores do bullying têm origem no seu corintiano, rotina familiar e desentendimento que age no seu controle emocional.

Portanto, medidas são necessárias para resolver a questão do bullying entre crianças e jovens brasileiros. Para isso, os profissionais da educação, acompanhados por psicólogos, devem promover palestras, por meio de um programa de integração entre pais e escol, explicando a dualidade de quem pratica e de quem sofre o bullying, a fim de que haja um possível entendimento de cada indivíduo em relação às essas práticas. Em conjunto, o Ministério da Educação deve disponibilizar cursos de especialização para docentes e servidores, para que saibam agir corretamente nessas situações. Somente assim, o combate ao bullying será efetivado.