O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 20/09/2020
Atualmente, a prática do bullying tornou-se um problema que vem crescendo ao longo dos anos, principalmente na sociedade brasileira, visto que, de acordo com uma pesquisa da Unicef (Fundo das Nações Unidas para Infância), o Brasil é apontado como o quarto país com maior prática de Bullying no mundo. Dados mostram que 43% dos estudantes de 11 a 12 anos relatam ter sido vítimas de violência física ou psicológica na escola pelo menos uma vez em outubro de 2017.
O bullying, palavra originada do inglês “bully” que significa ameaçar, intimidar, amedrontar, e afins, é considerado um problema de saúde pública no Brasil, e é muitas vezes consequência de contrariedades familiares do próprio agressor. A vivência do papel de agressor, nome dado àquele que pratica o bullying, é relacionada a atitudes antissociais na vida adulta, há estudos que apontam a correlação entre praticar bullying na infância e condenações criminais e envolvimento em casos de violência doméstica.
Uma das formas mais comuns de bullying é a que ocorre no ambiente escolar, onde tal adversidade pode ser definida como uma forma de agressão praticada por um ou mais estudantes contra outro(s), de maneira intencional e repetidamente, que ocorre sem motivação evidente, causando dor e angústia, sendo caracterizada também pela relação “desigual” de poder.
O alvo é quem arca com as mais doloridas consequências da prática, que vão do estresse ao suicídio, nos casos mais extremos, passando pela baixa autoestima, autoflagelação e evasão escolar. Do ponto de vista social, é comum o afastamento dos colegas, que evitam o contato com a vítima, com temor de serem também alvos do bullying, agravando o sofrimento do mesmo.
Mediante a isso, é fundamental que educadores do espaço escolar promovam palestras contra o bullying e qualquer tipo de arbitrariedade para os alunos. A comunicação é de fundamental importância também. Assim, é essencial que a participação pedagógica escolar e dos responsáveis pelo indivíduo seja acolhida, para identificar os problemas sociais de humilhação e ameaças, prevenindo pensamentos negativos, como o de suicidio.