O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 15/06/2020
A Constituição Federal garante aos brasileiros a dignidade da pessoa humana. Todavia, na prática, é evidente a ausência desse princípio quando se observa a problemática do bullying entre os jovens no Brasil. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse mal é um desafio social, o qual ocorre devido não só às diferenças sociais, mas também, à precarização da educação.
Vale destacar, de início, que uma das principais motivações para essa questão são as diferenças sociais. Isso porque 87% das pessoas que sofrem bullying no país são alvos de ofensas raciais, principalmente acerca da cor da pele, conforme o site G1, em 2018. Nesse caso, tal camada populacional encontram empecilhos para exercerem seus individuais, pois sofrem agressões físicas e exclusão social, o que gera enfermidades que nem a depressão, contrariando o que assegura a Constituição Federal. Logo, é crucial que o poder público promova caminhos para combater o bullying entre os jovens brasileiros, a fim de permitir que todos possuam sua dignidade respeitadas.
Faz–se mister, ainda, salientar a precarização da educação como impulsionadora do tema. Visto que 62% dos bullyings são cometidos dentro das escolas, nesse âmbito, mais de dois milhões de crianças e adolescentes são prejudicados na aquisição de conhecimento em razão de sofrerem violêncas físicas e psicológicass, de acordo com a revista Veja, em 2019. Assim, tais fatotes perturbam a sociedade, pois, em concordância com Paulo Freire, famoso pedagogo, “se a educação sozinha não transforma uma sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Então, para que a nação melhore dia a dia, é fundamental que as escolas deem mais atenção a essa situação, já que elas são uma das principais ferramentas para formação humana.
Portanto, com o intuito de possibilitar caminhos para combater o bullying entre os jovens brasileiros, o Ministério da Educação deve promover ações mais inerentes à realidade social, por meio de alertas sobre o quanto essas ofensas abalam a harmonia social. Isso pode ser feito nas escolas, mediante campanhas educativas, em que professores e psicólogos ministrarão palestras e explicarão a importância histórica da cultura da raça negra durante a formação do Estado brasileiro, bem como realizar eventos teatrais relativos aos povos indígenas, nordestinos e até mesmo estrangeiros, com propósito de aquisição de conhecimento por parte de todos os estudantes, desde a base escolar. Tudo isso com finalidade de evitar que pessoas tenham sua dignidade ferida, tanto quanto proporcionar melhor bem-estar àqueles que necessitam. Destarte, a sociedade desfrutará da igualdade de direitos garantidos conforme a Carta Magna.