O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 14/06/2020
Segundo a Constituição Brasileira, promulgada em 1988, nenhum jovem deve ser vítima de crueldade, de opressão e de negligência. No entanto, o elevado número dos casos de bullying no Brasil revela que muitas crianças e adolescentes são vítimas de agressões físicas e psicológicas que afetam na completude do desempenho escolar e na saúde mental dos indivíduos. Nesse sentido, torna-se necessário adotar medidas emergenciais que ajudem a coibir o problema apresentado.
Em primeiro plano, vale ressaltar que uma das principais causas da prática ao bullying é a intolerância à diversidade, ou seja, daqueles que são diferentes no ponto de vista do opressor. Nessa perspectiva, segundo uma pesquisa do IBGE realizada em diferentes escolas, 39,2% dos alunos entrevistados disseram se sentir humilhados frequentemente por causa de sua aparência. Uma vez que as críticas resultam na baixa autoestima e na falta de autoaceitação, o ambiente escolar passa a ser visto como um lugar de insegurança, o que fomenta na falta de aptidão aos estudos e as atividades escolares.
Outrossim, como consequência das ações agressivas e intolerantes praticadas constantemente, notam-se danos à saúde física e psíquica dos agredidos, decorrendo em problemas como o suicídio e agressividade. Por esse ponto de vista, é relevante mencionar o ataque à rede de ensino Raul Brasil, localizada em Suzano, onde, um jovem de 17 anos, vítima recorrente de bullying, invadiu e alvejou dez estudantes. Tal referido, se contrapõe a definição de juvenilidade feita por Sócrates “o que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça e a educação”. A fim de efetivar o pensamento socratiniano, é preciso combater o bullying no país.
Portanto, cabem as escolas e aos pais, tratarem o bullying como uma atitude não tolerável, por meio de discussões que debatam sobre o tema, como filmes que retratem os efeitos dessas agressões tanto na vida do opressor quanto na do oprimido, com a finalidade de ilustrar o sofrimento causado por essas ações. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, que possui como função social garantir os direitos nessa área, impor punições mais efetivas, como suspensões mais longas e, em casos severos a expulsão do agressor, com o propósito de tornar o âmbito escolar um local seguro e aprazível para todos os alunos.