O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 16/06/2020
A série “Control Z” retreta a vida de Luiz, um adolescente que sofria bullying corriqueiramente, seu agressor acaba que o matando em uma briga na escola. Nesse contexto, é notório que a ficção não está muito distante da realidade, uma vez que o bullying no Brasil ainda é um problema vigente. Dessa forma, tais praticas decorrem tanto da negligência governamental, quanto da banalização do mal mediante tais casos. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados para que uma sociedade íntegra seja alcançada.
Primordialmente, é necessário pontuar que a ausência de medidas governamentais relacionada a capacitação profissional é o principal causador do problema. Consoante Durkheim, na medida em que o Estado isenta-se de garantir os direitos dos cidadãos, há uma quebra no contrato social elaborado junto à sociedade. Partindo desse pressuposto, essa insuficiência no aparato institucional contribui para a má formação de profissionais que não sabem lidar com tais situações de bullying ou agressão escolar. Nesse espectro, a baixa formação de indivíduos sem capacitação para o ambiente escolar, acaba que contribuindo para os casos de bullying, fazendo com que os indivíduos cresçam em ambientes com violência e acabam que por sofrerem consequências futuras, como traumas, por exemplo.
Outrossim, o pouco caso decorrido das agressões é o promotor do problema. De acordo com Hanna Arendt, em sua perspectiva de “Banalidade do Mal”, tal comportamento passa a ser realizado inconscientemente quando o indivíduo normaliza tal situação. Nessa conjuntura, a banalização de atos de violência acabam que contribuindo para a ampliação do bullying. Nesse sentido, a banalidade do mal faz com que o bullying perpetue e acabe se tornando algo comum entre os indivíduos que o praticam.
Dessarte, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática. Desse modo, para conter o avanço do bullying mas escolas brasileira, urge que o MEC em parceria com o Ministério do Trabalho realize, por meio de verbas governamentais, uma reforma na grade curricular dos profissionais que trabalham com indivíduos que estão presentes nesses ciclo escolar, fazendo com que profissionais sejam avaliados em situações hipotéticas de agressões física e verbal, para estarem preparados na educação e lidar com tais tipos de desentendimentos. Simultaneamente, o MEC deve promover eventos plurissignificativos para diminuir tais casos, como palestras e debates nas escolas, campanhas midiáticas e oficinas educacionais, a fim de informar e concientizar sobre as consequências do bullying e práticas agressivas. Nesse espectro, o bullying não seria mais um problema no Brasil.