O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 17/06/2020

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o Bullying nas escolas, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada á realidade do país, seja pela falta de preparo educacional no âmbito escolar, seja pela má convivência familiar do agressor.

Em primeiro lugar, é preciso destacar a importância da escola na solução de atos como o bullying. Isso porque, além da simples exposição de conteúdo, é seu dever educar o aluno para a convivência no coletivo, nas relações pessoais e profissionais.Paulo Freire já falava em uma “cultura da paz”, evidenciando o papel da educação na exposição de injustiças, incentivando a colaboração, a convivência com o diferente, a tolerância. Isso comprova a necessidade de as instituições trabalharem o assunto dentro e fora de sala, combatendo a violência entre os alunos e dos próprios professores com os estudantes. Desse modo medidas para solucionar essa realidade tornam-se fundamentais.

Outrossim, destaca-se a má convivência familiar do agressor como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que apesar de acontecer, em sua maioria, dentro das escolas, os casos de bullying também podem ser combatidos com a ajuda dos responsáveis. Para isso, porém, é necessário que o ambiente em casa seja de acolhimento, e não de repulsa. Por exemplo, no filme Preciosa, Claireece não tinha o apoio da sua mãe ela  não ligava para os seus problemas e, inclusive, permitia abusos por parte do pai. Se o espaço privado não é de compreensão, os problemas na rua se agravam e, consequentemente, o isolamento do indivíduo é cada vez maior.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem á construção de um mundo melhor. Dessarte a Mídia pode denunciar os casos a fim de conscientizar os pais mostrando a importância de o assunto ser tratado em casa. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da educação deve instituir, nas escolas palestras ministradas por psicologas, que discutam o combate ao Bullying, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.