O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 23/06/2020

No filme “Extraordinário“ é retratado o início da vida escolar de Auggie, que devido a uma deformidade facial tornou-se vítima de bullying. Embora, essa seja uma abordagem ficcional, aproxima-se da realidade, pois essa prática é extremamente difundida nas escolas e traz diversas consequências ao individuo. Nesse sentido, fica clara a necessidade de uma participação familiar mais ampla na formação social, bem como o preparo pedagógico das instituições de ensino no combate dessa problemática no Brasil.

A priori, destaca-se que é responsabilidade dos pais ou responsável, gerir a formação social do indivíduo. Entretanto, há uma ideia errônea de que isso é papel da escola, logo, torna-se um ambiente suscetível à práticas de bullying, já que é o primeiro contato interpessoal do cidadãos e muitos não apresentam instruções básicas para lidar com as diferenças existentes. Desse modo, vem à tona a intolerância, humilhações e agressões, que posteriormente podem desenvolver depressão, suicídio, vingança e até evasão escolar da vítima. Um exemplo disso, é o caso de Suzano, na cidade de São Paulo, situação que gerou mortes e grandes traumas na comunidade, por meio de desforra à gozações sofridas pelos assassinos.

Outrossim, ressalta-se que é necessário um maior preparo pedagógico das instituições de ensino acerca dos atos de zombaria. Sabe-se, que a naturalização da cultura de violência se faz presente na sociedade, comumente, entre o corpo docente também. Portanto, esses ao tomarem medidas punitivas, em muitos dos casos, minimizam ou banalizam os feitos, por conseguinte, cria-se um ambiente extremamente agravante, pois demonstra aos jovens e alunos que não há utilidade ao expor. Tal realidade retratada em um episódio da série “13 Reasons Why”, na qual a personagem Hanna conta ao conselheiro da sua escola uma ocorrência de bullying  e ele trata como “problemas de adolescentes”.

Destarte é evidente a necessidade de mudanças. Assim, cabe à família preparar os filhos para a vivência em sociedade, por meio de conversas periódicas acerca da importância de aceitar as diferenças sociais, com o objetivo tornarem habituais as práticas de respeito e harmonia social, principalmente no que tange ao ambiente escolar. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com as escolas estabelecer o treinamento de funcionários, por meio da criação de um programa de combate ao bullying que abordam como deve-se agir diante a essas situações, com o intuito de facilitar a proteção e tomar medidas punitivas mais eficientes. Por certo, será possível combater e minimizar os impactos dessa problemática retratada no filme “Extraordinário“ e presente no Brasil.