O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 06/07/2020

“Tudo o que importa é que sou diferente. Tento fingir que não ligo, mais ligo sim”. Essas são as falas traduzidas do filme O Extraordinário, proferidas por Auggie, um garoto que aos dez anos de idade tem sua trajetória marcada pelo bullying sofrido na escola, por possuir uma deformação facial. Destarte, essa prática não prevalece apenas na ficção, visto que atravessa as telas e se habita no mundo real.

Outrossim, é indubitável que a prática do bullying esteja enraizada em partes da sociedade, entre ela crianças e adolescentes. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 43 por cento das crianças no Brasil são vítimas desse ato, tendo as escolas como principal palco desses acontecimentos. Além disso, é notório que esse preconceito origina-se por meio brincadeiras fúteis, apelidos e agressões verbais sem o consentimento do indivíduo. Logo, compreende-se que os fatos narrados ferem a integridade humana, desrespeitando os códigos civis em vigor no país, no que urge um olhar especial nessa atual conjuntura.

Ademais, vale salientar que essa intolerância perpetua desconforto, humilhação, e traumas desencadeando nas vítimas doenças psicológicas, levando-os a cometer suicídio e homicídio. Dessa forma, é imprescindível citar a tragédia em Realengo, cometida pelo ex aluno Wellyingtom de Meneses, vítima do bullying em sua adolescência, com seus padecimentos, invade o prédio disparando contra os alunos. Essa ação custou a vida de 11 estudantes entre outros feridos, e em seguida o atirador comete o autocídio. Entretanto, é perceptível que muito adolescentes tornam-se reféns dessa opressão, assim os levam a cometer atrocidades e o desrespeito as clausulas pétreas.

Em analogia aos fundamentos apresentados, é de suma importância que essa problemática chegue a um desdobramento final. Em razão disso, o Ministério da Educação, por meio de suas secretárias desenvolva formulários de denúncia por meio de sites, a fim de que cada escola identifique os casos de bullying junto da participação da sociedade patriarcal minimizando esta situação. Somado à isso o Ministério da Saúde por intermédio do Centro de Assistência Psicossocial, elaborar nas instituições de ensino projetos socioemocional com crianças e adolescentes, harmonizando o convívio e sem repúdio ao próximo. Por tanto, ressalta-se o filósofo francês Bonald, " Uma sociedade sem preconceitos, faz-se um mundo sem escrúpulos “.