O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 08/07/2020

Bullying: uma espada de dois gumes

Nos filmes e desenhos animados é comum retratar de forma cômica a relação na qual o “nerd” sofre bullying do “popular” devido à características que ele possui. O que é um problema, pois o público alvo desses programas são jovens em idade escolas, que por não possuírem total noção dos efeitos maléficos dessa pratica normalizam esse comportamento tóxico nas relações do cotidiano escolar. Dessa forma, torna-se preciso debater essa adversidade e buscar soluciona-la.

Em primeira análise é preciso entender que a pratica dessa agressão pelos estudantes é um reflexo de problemas internos. Por isso, para entender essa problemática o psicólogo John Bowlby criou a Teoria do Apego entre pais e filhos, na qual através de experiências ele foi capaz de mostras que a agressividade das crianças é um reflexo do comportamento instável dos pais. Desse modo, torna-se possível analisar que essa conduta - que pode aparecer como violência verbal, física ou psicológica- é uma resposta inconsciente ao tratamento recebido dos seus responsáveis.

Ademais, é preciso compreender que esses atos, muitas vezes tratados como brincadeira, podem desencadear  transtornos psicológicos nas vítimas. Segundo a filosofa Hanna Arendet, que sobreviveu ao nazismo, a banalização das politicas excludentes corroborou para a normalização das perseguições aos judeus  e como consequência teve-se a morte de milhares e o desenvolvimento de transtornos psicológicos nos sobreviventes. Com isso, assim como os judeus muitos jovens que sofrem com  as perseguições e violências desenvolvem transtorno de ansiedade e depressão.

Fica Claro, portanto que o bullying é como uma espada de dois gumes, que afeta  tanto os praticantes quanto as vítimas. Por isso, torna-se necessário que as mídias sociais como televisão e redes sociais instruam os jovens sobre os malefícios desses atos e os incentive a procurar auxilio dos pais e professores caso sofram com essa adversidade. Além disso, é necessário que as instituições escolares, em parceria com o Ministério da Saúde encaminhe os estudantes que sofrem com o bullying  e os praticantes para seções de terapia individual e familiar com psicólogos, com objetivo de esclarecer a origem desse comportamento agressivo e solucionar os problemas decorrentes dele. Dessa maneira, será possível combater essa problemática e instruir os jovens para que não perpetuem essa prática.