O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 07/07/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante diversos direitos ao indivíduo e ao bem-estar social. Contudo, esses deveres encontram-se inconcebíveis, pois o Brasil apresenta inúmeros casos de bullyng nas escolas e redes sociais. Esse cenário antagônico é fruto de uma má influência digital quanto da pouca cidadania lecionada em ambiente escolar. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
Em primeiro ponto, pode-se apontar, como um empecilho à consolidação de uma solução a influência digital. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Por conseguinte, nota-se que em vez de promover debates que elevem o nível de informação dapopulação, os meios digitais de comunicação influenciam na consolidação do problema. Tal influxo ocorre, majoritariamente, por meio das redes sociais, em que grande parte dos usuários sofrem cyberbullyng (violência digital) pelo simples fato de não se enquadrarem no padrão exigido pela comunidade. Essa violência ocorre constantemente em forma de preconceito de gênero, racial e religioso segundo o blog “helena dalilah”. Desse modo, faz-se mister uma reformulação nos meios digitais de comunicação.
Ademais, é imperativo ressaltar como promotor do bullyng nas escolas a falta de cidadania lecionada no ambiente escolar. A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no bullyng escolar, uma vez que não é explorado o uso de cidadania no currículo acadêmico a fim de abolir a violência física ou emocional. Dessa forma, os educadores têm dificuldades para cumprir leis antibullyng segundo o jornal “info net”.
Portanto, infere-se que ainda há entraves para garantir o fim da problemática. Destarte, com o intuito de mitigar a contenda, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Estado, será revertido em mecanismos para implantar o uso da cidadania no ambiente escolar, mediante o MEC (Ministério da Educação), objetivando amenizar os surtos de bullyng e cyber-bullyng no país. Logo o Brasil poderá cumprir os deveres impostos pela ONU.