O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 08/07/2020
No filme “Extraordinário”, o pequeno Auggie, um garoto de 10 anos que nasceu com deformidade facial, passa a sofrer bullying quando começa a frequentar a escola e a conviver com outras crianças. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea não é o oposto do que o filme relata, uma vez que o combate ao bullying nas escolas brasileiras apresenta barreiras, as quais dificultam a convivência social entre as crianças. Esse cenário antagônico, é fruto tanto de uma cultura de intolerância as diferenças, quanto de um histórico de violência vivenciado pelas crianças.
Precipuamente, é fulcral pontuar que aqueles que sofrem, e os que praticam o bullying são vítimas de uma cultura que sustenta e valoriza a falta de singularidade. Segundo site “ Agência Brasil”, um a cada dez estudantes brasileiros é vítima frequente de bullying, isso ocorre porque as crianças estão crescendo em uma sociedade onde as pessoas classificam o próximo pelas suas diferenças.
Ademais, é imperativo ressaltar a importância de dar exemplos para os filhos. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Partindo desse pressuposto, se o indivíduo cresce em um ambiente onde agressões e falta de respeito com o próximo é naturalizada, ele irá repassar esse comportamento em todo seu vínculo social, contribuindo para perpetuação desse quadro deletério.
Infere-se, portanto, que os pais e responsáveis devem desde cedo educar a criança para lidar com as diferenças e, consequentemente, para respeitar a si e ao outro, fazendo com que elas não se sintam no direito de atacar ou de permanecer em silêncio quando são atacadas. A sociedade como um todo, deve romper com essa cultura de intolerância, e começar a praticar uma cultura de amor e empatia com o próximo, ensinando e praticando nas escolas, redes sociais e locais públicos que com respeito uns aos outros podemos ter um grande crescimento pessoal e social. Dessa maneira podemos combater o bullying no Brasil e evitar que tantas crianças tenham uma realidade igual ao do pequeno Auggie.