O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 16/07/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão do bullying contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de discriminação constante. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no combate ao bullying, que persiste influenciado pela má influência midiática, tendo como consequência diversos malefícios ao indivíduo.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a má influência midiática presente na questão. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser mecanismo de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que os meios de comunicação, como, por exemplo, a televisão, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, ocultam o tema, não trazendo para debates e nem mostrando os locais em que se observam casos de bullying com mais frequência. Assim, percebe-se que o baixo nível de informação da população em relação ao tema é um dos principais fatores que influencia na consolidação do problema.

Em consequência disso, surge a questão dos danos à saúde do indivíduo, que intensifica a gravidade do problema. De acordo com a OMS, os números de suicídio causado em virtude do bullying cresceu 18% nos últimos anos. Nesse viés, observa-se consequências resultante do bullying, tais como: automutilação e depressão, que, quando não tratado, leva os sujeitos a desistirem da própria vida. Nesse contexto, depreende-se que a má influência midiática tem sido a principal responsável pelo aumento no número de bullying, o que culminou nos altos índices de suicídio.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Portanto, especialistas no assunto, com apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre o bullying. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais , por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais dão ao assunto.