O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 16/07/2020
No filme “Extraordinário”, o pequeno Auggie, um garoto de 10 anos que nasceu com deformidade facial, passa a sofrer bullying quando começa a frequentar a escola e a conviver com outras crianças. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea não é o oposto do que o filme relata, uma vez que o combate ao bullying nas escolas brasileiras apresenta barreiras, as quais dificultam a convivência social entre as crianças. Esse cenário antagônico é fruto tanto de uma cultura de intolerância às diferenças, quanto de um histórico de violência vivenciado pelas crianças. Precipuamente, é fulcral pontuar que os indivíduos que sofrem e aqueles que praticam o bullying, são vítimas de uma cultura que sustenta e valoriza a falta de singularidade. Como resultado, segundo o site “Agência Brasil”, um a cada dez estudantes brasileiros é vítima frequente de bullying, isso ocorre porque as crianças estão crescendo em uma sociedade onde as pessoas classificam o próximo pelas suas diferenças.
Ademais, é imperativo ressaltar a importância de dar exemplos para os filhos. Uma vez que, de acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Partindo desse pressuposto, se o indivíduo cresce em um ambiente onde agressões e falta de respeito com o próximo é naturalizada, ele irá repassar esse comportamento em todo seu vínculo social, contribuindo para perpetuação desse quadro deletério.
Infere-se, portanto, que os pais e responsáveis devem desde cedo educar a criança através de exemplos, conversar e situações diárias, para que ela possa lidar com as diferenças e, consequentemente, respeitar a si e ao outro. Bem como, a sociedade deve romper com essa cultura de intolerância, e começar a praticar uma cultura de amor e empatia com o próximo, ensinando nas escolas, redes sociais e locais públicos, que com pequenos gestos de educação e respeito a vida de muitos pode melhorar. Dessa maneira, podemos combater o bullying no Brasil e evitar que tantas crianças tenham uma realidade igual ao do pequeno Auggie