O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 17/07/2020
De acordo com Pierre Bourdieu, a escola é reprodutora de desigualdades sociais, por isso, há a manifestação da violência simbólica. Porém, em contraposição com o sociólogo, a violência vai além da inconsciente e em um ambiente tão heterogêneo com diversas personalidades, o bullying torna-se constante nas escolas do país e tal ato gera imensuráveis consequências, por isso, torna-se necessário uma discussão sobre o assunto.
Em uma primeira análise, é evidente que as vítimas que sofrem diariamente podem desenvolver distúrbios psicológicos. Neste sentido, há diversas séries e filmes, como “por lugares incríveis”, que retratam como as vítimas, assim como autores da segunda geração romântica, cometem suicídio em uma tentativa de escapar de sua realidade. Nesse sentido, o verdadeiro não se distancia muito da ficção, quando alunos se sentem ameaçados e somado à falta de atenção da escola, desenvolvem transtornos mentais, como depressão e ansiedade, que podem acarretar em autocídios.
Ademais, o bullying também é um dos principais motivos de evasão escolar. De acordo com o Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012, aproximadamente 7,4% dos alunos do 9º ano, frequentemente, sofreram bullying. Tal violência, em conjunto com a falta de diálogo familiar, pode acarretar em 7,4% a menos de alunos formados o que impacta diretamente na economia do país por diminuir o índice de um possível aumento na mão de obra qualificada.
Portanto, torna-se necessário medidas para diminuir casos de bullying nas escolas brasileiras. Por isso, os senadores e deputados federais, como principais representantes do Poder Legislativo, devem criar uma lei que obrigue a participação de psicólogos em escolas públicas e privadas, que deverão acompanhar, periodicamente, a rotina no ambiente escolar, a fim de identificar possíveis reações que indiquem quaisquer ameaças de bullying e, somente assim, medidas punitivas poderão ser tomadas pela direção da instituição.