O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 19/07/2020

‘‘Bullying’’

Bullying é uma palavra de origem inglesa que designa atos de agressão e intimidação repetitivos contra um indivíduo que não é aceito por um grupo, geralmente na escola. Nesse sentido, percebe-se que, no Brasil, esses atos se dão com relativa facilidade, haja visto a quantidade de casos, necessitando-se, assim, de uma análise crítica acerca de dois pontos fundamentais no que diz respeito a sua prática: o porquê de ele ocorrer e como os métodos de combate não são eficazes.

Em primeiro lugar, precisa-se entender, socialmente, a razão do bullying acontecer. Nessa perspectiva, utilizando-se do conceito de fato social, de Émile Durkheim, especificamente o de coercitividade, nota-se a preponderância de regras, padrões, dentre outros, de um grupo, a maioria, sobre outro, a minoria, através da coerção. Por consequência desse fator, atos preconceituosos que podem levar ao suicídio são praticados, o que, de acordo com dados da OMS, que dizem que o Brasil está em oitavo lugar no que tange a taxa de suicídio nos países, não é difícil de se assimilar.

Ademais, Embora já se tenha tecnologia para combater o cyberbullying, o bullying normal, praticado principalmente em escolas, continua sendo um problema. Segundo John Locke, em sua tese da tabula rasa, as pessoas nascem sem conhecimento algum, e todos os seus saberes são construídos através da experiência. De modo análogo a esse pensamento, verifica-se que as instituições de ensino básico, onde as pessoas deveriam ser instruídas a respeito dessa problemática, possuem um grande poder positivo de mudança sobre os cidadãos, no entanto, como de costume, no Brasil, elas estão em deficit.

Depreende-se, portanto, que o combate ao bullying no Brasil não é eficaz o suficiente e que isso precisa ser atenuado. Logo, o governo, através do Ministério da Educação, deve, por meio de verbas nacionais, promover debates e palestras em escolas públicas, a fim de não só conscientizar os alunos das práticas e métodos de combate ao bullying, mas também instiga-los a formarem as suas próprias identidades, pois, muitas das vezes, eles só reproduzem o que veem na sociedade em geral. Somente dessa maneira, poderemos nos limitar a conceituar apenas palavras portuguesas.