O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 22/07/2020
A série americana “13 Reasons Why” relata a história de Hannah Baker, que, após sofrer violência sexual e uma sequencia de agressões verbais e psicológicas comete suicídio. É sabido, que toda forma de discriminação a crianças e adolescentes é repudiado pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) em seu artigo 5º, na sua lei 8.069. Entretanto, é evidente que o acatamento ao artigo citado tem sido descumprido, e a pratica do bullying ainda é comum nas escolas. Nesse âmbito, pode-se observar que a problemática de tais agressões intencionais, resultam na reprodução do comportamento, na evasão escolar e no suicídio.
Deve-se pontuar, de início, que as más interações familiares estão inteiramente ligada a imitação do comportamento. Segundo o psicólogo Wanderlei Abadio de Oliveira, “as famílias menos funcionais não colaboram com o crescimento de sentimentos positivos”. Dessa forma, a falta de qualidade afetiva familiar resulta em insensibilidade com o próximo.
Ademais, o bullying é um dos grandes causadores da evasão escolar. As violências físicas e psicológicas podem gerar consequências e traumas, que tornam o simples ato de ir a escola uma experiência insuportável. Logo, tais humilhações causam à vítima, receio do âmbito escolar, levando-o ao abandono escolar.
Outrossim, o suicídio entre jovens e adolescentes, vítimas de zombarias e humilhações, é crescente. Segundo um estudo feito no Reino Unido, cerca de 17% dos adolescentes, sofredores de bullying, cogitam a possibilidade de tirar a própria vida para fugir das perseguições. Assim, o suicídio torna-se um refúgio para os sofrentes da implicância alheia.
É evidente, portanto, que o bullying no Brasil deve ser combatido com veemência. Desse modo, cabe a Secretaria Especial do Direitos Humanos, investir em campanhas midiáticas frisando as consequências causadas pela prática da humilhação, e repelir a cultura do bullying. Além disso o Ministério da Educação através das escolas deve promover debates em sala de aula, visando conscientizar os alunos da gravidade do assunto, bem como, incentivar os mesmo a terem empatia pelo próximo.