O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 27/07/2020

Em 2016, no Brasil,  foi sancionada a lei de combate que ficou popularmente conhecida como ‘‘Lei anti bullying’’. Tal lei reconhece o bullying como uma intimidação sistemática e deve ser combatido. No entanto, esse problema cresce no Brasil e, assim, contrasta a eficácia da aplicabilidade de tal programa. Isso ocorre devido, principalmente,  pelo avanço dos meios comunicação que possibilita a ampliação do bullying para as redes sociais, como também a ineficácia das instituições responsáveis. Em tal contexto, para garantir a plena eficácia da lei, visto que abarca, até mesmo,  as intimidações virtuais, faz-se preciso estudar os principais entraves da sanação desse fenômeno.

Primeiramente, é fulcral pontuar que a internet proporciona a intensificação dessa ação coercitiva, tendo em vista seu poder de disseminação de informação. Diante disso, o cyberbullying,  tem maior poder de alcance e densidade de ataques que o bullying praticado em ambientes isolados, pois se tornou centenas de milhares de ataque graças ao mundo interligado que permite a conexões de pessoas em todo o planeta. Nesse aspecto, esse fenômeno impede a fuga do indivíduo, pois o alcança, até mesmo, em sua residência, como no caso de Ammy Everett, modelo australiana, que aos 14 anos cometeu suicídio em sua casa por ser vítima do cyberbullying em 2018 nas suas redes sociais.

Outrossim, ainda é válido ressaltar que a ineficiência das instituições sociais permite que o problema persista nos ambientes isolados. Sob esse viés, estudos mostram o aumento e a permanência dos casos de bullying nos ambientes escolares, os dados de Diagnóstico Participativo das violência nas escolas, feito em 2016, apontam que 70% dos jovens afirmam terem visto algum tipo de agressão repetitivo. Assim, torna evidente que o problema acontece sob o teto dos responsáveis por educar e forma jovens em indivíduos sociais e, nessa situação, ainda podendo ser mais grave, não poder impedir problemas de psicopatologias em alunos vítimas diariamente de agressões psicológicas. Em tal situação, urge uma tutelar maior das escolas para evitar casos desses tipos em seu ambiente.

Em suma, entende-se que o bullying é uma violência antiga e resulta em inúmeras consequências alarmantes. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o da Saúde, promover a inserção de profissionais especializados como psicopedagogos, para atuarem dentro dos ambientes de ensino, no intuito de observar e atender, de maneira sigilosa, as vítimas dessa ação, além do mais deve proporcionar palestras com os estudantes e , inclusive com a família desses , para instruir sobre o assunto, buscando construir um sentimento de empatia para lidar com o outro, e assim, desconstruir preconceitos. Dessa forma, além de respeitar os valores constitucionais, a sociedade caminhará para a superação de valores ultrapassados.