O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 14/06/2022
O livro “extraordinário”, de R. J. Palacio, retrata a história de um menino com disfunções física que, após iniciar em uma escola nova, começa a sofrer bullying pela sua aparência. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que o combate ao bullying no Brasil é , infelizmente, ineficiente.Isso ocorre tanto pela banalização do ato pela população, quanto o descaso do governo e das instituições de ensino perante ao bullying.
Em primeira análise, é importante ressaltar que, em 2016, foi promulgada a lei Antibullying em que obriga escolas adotarem medidas de preveção e combate ao bullying.Todavia, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 3 em cada 10 alunos sofrem bullying frequentemente em instituições de ensino. Sob esste viés, fica evidente que o descaso das instituições e do governo impede o combate ao bullying e contribui com traumas físicos e mentais, como depressão, suícidio e, até mesmo, massacres. Um exemplo é o caso de Suzano, no qual um ex-aluno, que sofreu bullying, invadiu a escola e atirou em diversos alunos e funcionários.
Além disso, o combate ao bullying no Brasil também é dificultado graças à banalização do bullying pela população. Segundo a teoria da socióloga Hannah Arendt,“Banalidade do mal", o pior mal é aquele visto como algo cotidiano.Haja vista que, os costumes de bullying são vistos como algo banal, representa m um grande mal para a vítima, como baixo rendimento escolar, reprodução do comportamento e, por consequência, evasão escolar, pois, um em cada cinco estudantes abandona a escola, de acordo com o IBGE, e prejudica, posteriormente, sua qualidade de vida. Sendo assim, o combate ao bullying no Brasil é agravado.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir os impactos do bullying e combate-lo. Por isso, cabe ao Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação e escolas brasileiras, principais componentes educacionais, promover a discussão em sala de aula, a formação de professores para lidar com ato, por meio projetos que aborde e compartilhe experiências e consequências sobre o tema, a fim de incentivar o combate ao bullying e efetivar a lei. Somente assim, casos como em “Extraórdinario” serão evitados.