O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 29/07/2020

A série “Os 13 porquês”, aborda a história de uma jovem que grava em fita os 13 motivos que a levaram a cometer o suicídio, sendo um deles o bullying vivido sobretudo na escola. Ao se focar no momento atual, sabe-se que essa problemática é bastante recorrente na âmbito educacional, uma vez que certos indivíduos se sentem superiores aos outros, isto é, através de características incomuns, por exemplo, a diferença de tonalidade da pele. Ora, uma assertiva que atesta o grau de negligência em curso na sociedade.

Essa deturpação deriva, em especial, do papel apático da escola nessa temática. Na ótica da filósofa Hannah Arendt, que desenvolveu o conceito conhecido como banalidade do mal, o qual afirma que as atitudes cruéis são parte do cotidiano moderno e tornam as relações sociais cada vez mais caóticas. Nessa perspectiva, é substancial um olhar mais atento do âmbito educacional nessa área, pois os estudantes brasileiros manifestam, na prática, a cultura de hostilidade definida por Arendt, o qual motiva os casos de violência, como o próprio bullying. Dessa forma, enquanto, a banalidade for a regra, a paz será exceção.

Atrela-se ao exposto, a pífia atuação da família nessa esfera. Na série “Todo Mundo Odeio o Chris”, o personagem principal, por ser negro e estudar em uma escola onde só tem negros, padece diariamente com a prática do bullying feito por crianças brancas. Sob esse viés, quando o ambiente familiar não dá importância suficiente para tal mazela, o olhar coletivo mais abastado, colhe o azedume, uma vez que algumas famílias abdicam dos ensinamentos do respeito ao próximo para seus filhos e, por tabela, em alguns casos até incentivam tal ato de discriminação nas escolas e em outros âmbitos. Logo, é fulcral que a parentela busque melhorar seus ensinamentos, com o fito de haver mais harmonia.

Infere-se, portanto, que nessa problemática o ambiente educacional deve repudiar a cultura de violência, ligada a natureza humana e comum nos estudantes, por meio de palestras, debates nas mídias sociais e, sobretudo, documentários inseridos nessa causa, a fim de evitar as agruras que se tornaram banal. Ademais, a parentela precisa ampliar a tarefa de discussão acerca dessa temática, por intermédio de assistência educacional de profissionais que se encontram nessa esfera, com o intuito de fornecer uma melhor educação para seus filhos e barrar o percusso de todo o caos. Assim, para que, tragédias como o do curta “Os 13 porquês” não seja frequentes na realidade brasileira.