O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 12/08/2020

Em 2011, no Rio de Janeiro, ocorreu o famoso “Massacre de Realengo”, em que os maus tratos por parte dos colegas para com Wellington Menezes foi apontado como a principal causa dos crimes. Wellington tinha poucos amigos e problemas mentais, sendo alvo de bullying, e, nesse caso, vale ressaltar que o agredido virou o agressor, quando o jovem entrou na escola onde estudou durante sua adolescência e matou 12 alunos. Sendo esse um problema evidente, e infelizmente banalizado por muitos, discute-se, portanto, o Combate ao Bullying no Brasil.

Primeiramente, é importante discutir os extremos contemporâneos. De um lado, grupos ativistas crescem, reivindicando aceitação e igualdade. De outro, o aumento do extremismo e dos discursos de ódio aumentam, confirmando a teoria de Ortega y Gasset, sobre quando mais avançada a sociedade, maiores os problemas. Observa-se isso em relação ao bullying, como afirmou Hanna Arendt a respeito da “banalização do mal”, em que a violência não só física, mas também moral se tornou comum para muitos. Nesse caso, evidencia-se a importância do diálogo e das relações sociais, inerente ao convívio e aceitação entre os indivíduos, sendo essa, uma das principais maneiras de combater o bullying.

Outrossim, é mister salientar que falta fiscalização. O Código Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e o artigo 5 da Constituição do Brasil, que afirma que a segurança pública é dever do Estado e Direito de todos, foram um grande passo para a sociedade. São leis bem elaboradas, mas não todas respeitadas. Certamente, se houvesse proximidade entre os órgãos públicos, entre as famílias e entre a escola, isso seria melhor fiscalizado. Seja através das leis, das punições, e principalmente da educação social, é possível e necessário diminuir o bullying no Brasil.

Fica evidente, portanto, que o combate ao bullying no Brasil deve ser efetivo. O poder público, por meio de projetos sociais e voluntários, deve colocar nas escolas, faculdades e todas esferas sociais psicólogos, assistentes sociais e palestrantes, no intuito de estabelecer o diálogo, dados estatísticos e informações sobre os efeitos morais e psicológicos que o bullying pode causar, não somente no agredido, mas em toda sociedade, com o apoio também, da mídia como difusora do conhecimento e da informação. Além disso, é imprescindível a aproximação da escola e das famílias, por meio de ações do governo e do Ministério da Educação, que disponibilize a educação social e as relações entre todos, na finalidade de conectar todos setores e conscientizar a população, pois como cita Pitágoras, “educai as crianças e não será preciso punir os homens”.