O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 07/08/2020

No filme “Extraordinário”, é retratado Auggie, um garoto que nasceu com uma deformidade facial, a adaptação que é baseada no livro de mesmo nome, aborda o bullying de maneira leve. Contrária a essa abordagem, no Brasil ele é praticado de maneira excessiva, o que retrata a necessidade de combater esse tipo de opressão no país. Nesse âmbito, dois fatores devem ser destacados: a família não educa os seus filhos sobre as diferenças físicas entre as pessoas e o uso de tecnologias para evitar insultos.       Nesse contexto, cabe ressaltar que, em função do pensamento de que é a escola que educa, a maior parte das famílias brasileiras não prepara os filhos para aceitar as diferenças naturais dos seres humanos. Segundo a PAE (Pesquisa Atitudes pela Educação), 19% dos pais de estudantes são considerados distantes do ambiente escolar e da própria relação com os filhos. Assim, fica evidente que o posicionamento familiar a cerca desse assunto deve ser mais preciso, para prevenir a ocorrência de humilhações provocadas pelos dependentes com seus colegas e até mesmo seus responsáveis.

Em uma segunda análise, a tecnologia quando aplicada para promover o bem e de forma correta, pode salvar muitas vidas. Entretanto, ela não é utilizada por alguns cidadãos com essa finalidade, e sim com a de disseminar o ódio e preconceito. Ainda, é importante ressaltar que o investimento em inteligência artificial é baixo, haja vista que até personalidades famosas acabam sofrendo cyberbulling nas redes. Conforme pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, O Brasil é o segundo país em que o bullying virtual é mais frequente, sendo 29% infantis que já sofreram violência online. Outrossim, os mais afetados são grupos excluídos pela população - negros, mulheres, pessoas acima do peso - que acabam sofrendo danos psicológicos muitas vezes irreversíveis. Portanto, o Dia Nacional de Combate ao Bullying é de grande importância tanto para a prevenção quanto ao combate dos agressores.

Logo, é imprescindível que as escolas em uma parceria com as Secretarias Municipais de Educação para implantar no início do ano que vem, o sistema de vigilância anti-bullying, implantando um software de reconhecimento de agressão ou insultos, por meio da identificação visual. Espera-se, com essa ação, a diminuição do índice de bullying nos estados, beneficiando escolas, vítimas, agressores e pais.