O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 07/08/2020
O filme Extraordinário, conta a história de Auggie Pullman, um garoto de 10 anos que nasceu com uma síndrome, denominada Síndrome de Treaccher-Collins, causando uma deformidade em seu rosto. Ao ingressar na escola, ele passa a conviver com outras crianças e acaba sofrendo bullying. Apesar da ficção, o bullying está presente no cotidiano de milhares de crianças e adolescentes.
É perceptível que esse fenômeno se evidencia rapidamente no âmbito escolar, muitas vezes tomando grandes proporções. Conforme a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem –TALIS, diretores de escolas brasileiras no ensino fundamental, apontaram o bullying como um problema que ocorre diariamente nos ambientes escolares, sendo mais acentuado nas instituições públicas, aproximadamente 58%. Para a professora Andréa Dutra, as escolas brasileiras não possuem estrutura para atender e encarar a complexidade do problema.
No entanto, deve-se realizar uma analise histórico-cultural da sociedade. O antropólogo e sociólogo Claude Lévi-Strauss mostra que em uma sociedade diversificada, acaba por ocorrer diferentes pensamentos e dessa forma, nasce a intolerância. Entretanto, já o filósofo Jean-Paul Sartre, apresenta outra perspectiva, ele mostra que as atitudes tomadas pelos agressores podem estar atreladas a vários fatores. Ou seja, o agressor pode se tornar uma vítima.
Conclui-se então, a fim de reverter essa situação, que o Ministério da Educação realize palestras juntamente com especialistas na área, professores e alunos, alertando sobre as conseqüências do bullying. Também, os órgãos públicos devem investir nas instituições públicas por meio de aulas e treinamentos para professores e coordenadores, a fim de deixá-los preparados para qualquer situação envolvendo o bullying.