O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 10/08/2020
“Extraordinário” é um filme que tem o bullying entre suas temáticas. Em diversas cenas, é visível o desconforto do protagonista perante a violência verbal de seus colegas. Fora da ficção, no Brasil, a opressão cresce progressivamente e precisa ser combatida. Por conta disso, é necessário debater acerca da educação como meio interventor e a família como principal agente protetivo.
Em primeira análise, as instituições de ensino são os locais com mais incidência de intimidação. Sob essa ótica, a Agência Brasil divulgou que um em cada dez estudantes no país é vítima de bullying. Com isso, é notório que as escolas têm papel fundamental na formação dos indivíduos e necessitam de ações socioeducativas para conter os casos de violência verbal e física. Dessa maneira, é viável que seja aplicada uma intervenção formal.
Outrossim, a família é a primeira entidade de todo indivíduo. Seguindo esse pensamento, John Locke, filósofo empirista, conceituou que a mente do ser humano em sua fase inicial é como uma tábula rasa, que vai sendo preenchida ao decorrer do tempo. Tal preceito afirma que, a constituição familiar é o principal agente de cautela e também, colaborador educacional. Partindo desse pressuposto, é cabível que o ciclo doméstico participe ativamente do combate contra o escárnio.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar o imbróglio. Para tanto, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve implantar debates socioeducacionais que instiguem o respeito de forma prazerosa, por meio de conversas e brincadeiras dos estudantes com psicopedagogos, a fim de interver formalmente. Ademais, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, em parceria com as famílias, pode disseminar um discurso lúdico que alertem os responsáveis sobre os perigos do bullying e como impedir a perpetuação, por intermédio de palestras com psicólogos e especialistas, com o objetivo de pugnar a violência. Dessa forma, casos como o do filme deixarão de acontecer.